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Mundial de Clubes 2012: Grande Final – CorinthiansxChelsea

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Já se passaram algumas horas desde o término do jogo, mas ainda não consigo acreditar no que acabou de acontecer. Desde quando sai do Estádio de Yokohama esta noite, um filme passou pela minha cabeça, começando pelo Mundial do ano passado quando, ao sair daquele mesmo Estádio, senti que a minha história naquele lugar não tinha acabado e que estaria ali outra vez, mas desta vez com o Corinthians. Meu marido cumpriu sua promessa (já o agradeci por isso diversas vezes) e hoje estou aqui, estarrecida, pasma e sem palavras para descrever exatamente o que vi desta noite. Ainda não caiu a ficha de que estava no meio daquela torcida inflamada, atuando como décimo segundo jogador, de que fiz parte da invasão corintiana, a qual será lembrada eternamente, assim como a invasão no Maracanã em 1976. De ver meu time jogar a melhor partida de sua história, com uma atuação de gala, impecável, digna de um campeão do mundo. Posso afirmar, com toda a certeza, que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Para muitos é apenas uma partida de futebol, mas para nós, corintianos, é muito mais que isso. É um marco, a glória, um momento que esperamos por muitos anos. Toda essa loucura pode soar como fanatismo, mas prefiro a palavra paixão. Paixão que move milhares e milhares de “loucos” pelo mundo com o intuito de torcer, empurrar e amar este time mais do que tudo. Hoje, como nunca, tenho orgulho de ser corintiana, orgulho de pertencer ao bando. É impossível resumir este momento único e especial em fotos e videos, pois o que vivi nesta noite só meus olhos e meu coração puderam registrar e jamais serão esquecidos!

É com lágrimas nos olhos que digo: Bi-Campeão!

Vai Corinthians, o mundo agora é nosso!

 

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Mundial de Clubes 2012: Semi-final Corinthians x Al Ahly

Depois de uma viagem longa e cansativa viagem cheguei ao Japão para acompanhar mais um Mundial de Clubes. Ao contrário do ano passado, onde fiz uma parada de 1 dia em Londres para descansar, desta vez vim direto, quase 30 horas de viagem. Resumindo: 24 horas de avião (SP-NY-Tóquio) e mais 5 horas e meia de espera no aeroporto entre um voo e outro, isso sem falar no fuso horário. Toda esta odisséia resultou em uma dor nas costas, ouvido entupido, enjoo, dor de cabeça e sono, muito sono. De qualquer forma, como cheguei um dia antes do primeiro jogo (semi-final), pensei que me recuperaria com uma tranquila noite de sono. Porém, havia esquecido de um fator muito importante: a ansiedade pré-jogo. Dormi pouco depois das 22, mas às 4:30 já não tinha mais sono e a única coisa que pensava era no jogo daquela noite. A única vantagem é que toda essa angústia preliminar me fez esquecer de todos os outros sintomas anteriores.

O combinado era de nos encontrarmos no saguão do hotel por volta das 9:30 da manhã para sairmos rumo a Toyota, local do jogo. Conversando com um e com outro torcedor, pude perceber que eu não era única que tinha dormido pouco, alguns conseguiram cochilar por apenas 1 hora e outros disseram que já não dormiam há dias. Aos poucos o pessoal foi se juntando, cada um com seu jeito e sua forma de torcer. Tinha de tudo, de índio com cocar da Ilha do Bananal a Mosqueteiro. Cada um mandava seu recado do jeito que podia e sabia, seja para filho, neta, esposa ou namorada. Um japonês, funcionário do hotel, também tentou mandar seu recado. Pedia silêncio à torcida corintiana que, claro, não só ignorou como também aproveitou para tirar um sarro e incluir o japa na bagunça. E não pense que ele ficou bravo, acho que até estava gostando da farra. Inclusive, achei os japoneses bem mais flexíveis quanto ao barulho do que no ano passado. E diante desta constatação alguns torcedores chegaram a gritar “El, el, el, os “japa” é da Fiel!”. Enquanto os ônibus não chegavam, a torcida começou a cantar suas canções e hinos para já ir entrando no clima. A cada ônibus que saia se ouvia gritos (inusitados) de “Vai, Corinthians”  vindos de alguns funcionários hotel que monitoravam o embarque dos corintianos.

A viagem até Toyota durou cerca de 5 horas e meia, pois incluiu duas paradas, uma maior de 45 minutos para almoço e outra de apenas 15. Durante o caminho poucos dormiram e a maioria ficou conversando e lembrando as grandes conquistas e os jogadores que passaram pelo clube. No ano passado, com o Santos, chegamos à noite e não consegui vizualizar muito bem o Estádio pelo lado de fora. Mas este ano nos antecipamos e de longe já pudemos avistá-lo, fazendo o coração bater um pouco mais forte. O único ponto negativo foi o estacionamento que estava bem mais longe do que o ano passado e precisamos caminhar cerca de 10 minutos a pé, em um frio intenso, até a entrada do Estádio. Era emocionante ver a fila preta e branca se dirigindo ao Estádio, todos com sorriso no rosto e muito empolgados com este momento tão esperado por todos nós!

Quando chegamos, a Fan Festa (confraternização organizada pela FIFA para os torcedores na porta do Estádio) já estava cheia. E depois de comprar alguns produtos oficiais como recordação da partida e comer e beber alguma coisa, já entramos no Estádio. Para mim, ficar lá fora só aumenta ainda mais minha ansiedade e ver o gramado e sentar no meu lugar me ajuda a aliviar um pouco a angústia da espera. Ainda faltava cerca de 1 hora e meia para o jogo começar e ficamos conversando e vendo a partida entre Hiroshima e Ulsan Hiunday. Faltando cerca de meia hora para o inicio do jogo já era possível ver que a união de todos os corintianos que vimos chegar nos aeroportos, seja ao vivo ou pela mídia. Falando em mídia, alguns veículos de comunicação veicularam noticias irreais, questionando a “invasão corintiana”. Só quem não estava lá dentro do estádio ou ficou incomodado e despeitado com a nossa torcida (o que não é novidade nenhuma) para constatar que não tinha pelo menos 20 mil torcedores alvi-negros (estou sendo modesta) ali no Estádio de Toyota que, de tão cheio, mais parecia o Pacaembú. Ver ao vivo a torcida vibrando, gritando e empurrando o Timão foi um dos momentos mais incríveis que já presenciei. E mesmo o Corinthians não tendo feito uma boa partida, não impediu que o gol do Guerrero resultasse em uma explosão de emoção que me levou, inclusive, às lágrimas! Momento inesquecível que levarei pra sempre comigo!

E que venha a sonhada final contra o Chelsea, mal posso esperar!!!

Vai, Corinthians!!! Contra tudo e contra todos!!!

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