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Harajuku – Tóquio (Japão)

Harajuku

Esta região localizada na parte oeste de Tóquio é bastante conhecida como ponto de encontro de jovens e adolescentes. A maioria dos japoneses vê a juventude como a época em que se pode viver suas próprias escolhas antes das responsabilidades inerentes da vida adulta (empregos, filhos, etc.). Para comprovar, basta caminhar pela Takeshita-dori, um beco estreito localizado entre a Meiji-dori e a estação de trem (JR) Harajuku e conferir  o “point” da moda e da cultura jovem.

Além de ter sido a estação principal da vila olímpica em 1964 e a concentração da cultura internacional ter impactado a área, Harajuku se tornou famosa nos anos 90 devido ao grande número de artistas de rua e jovens com roupas extravagantes que se reuniam lá aos domingos quando a rua Omotesando ficava fechada para o trânsito. Isso teve fim na mesma década e o número de artistas, fãs de rockabillies e punks, diminuiu gradativamente desde então. Porém, ainda é possível encontrar alguns deles, bem como “cosplayers”, abreviaturas de “costume play”, ou seja, jovens que se fantasiam de algum personagem real ou da ficção, como animes, mangás, comics ou grupos musicais. Abaixo está uma foto que tirei de dois “cosplayers” enquanto passeava pelo Santuário Meiji, localizado também Harajuku.

"Cosplayers"

Omotesando-doriAproveitando o passeio por essa região, vale a pena caminhar pela Omotesando-dori. Uma rua sofisticada, com calçadas amplas e sombreadas por árvores e cheias de lojas de grife. Uma dica para quem quiser comprar lembranças é visitar o Oriental Bazaar nesta rua. Uma loja de três andares em estilo japonês, nas cores vermelha e branca, onde é possível encontrar antiguidades e bom artesanato. Comprei coisas linda por lá, recomendo a visita.  Vale a pena também passear pelas vielas que saem da Omotesando-dori. No início dá a impressão de que não vai dar em lugar algum, mas a medida que você estiver andando um mundo de lojas e restaurantes vai se abrindo à sua frente (inclusive um filial da churrascaria Barbacoa!). Dentre elas, destaco a loja de brinquedos Kiddy Land, um paraíso para crianças e adultos também.

Outro ponto alto e que vale a pena visitar em Harajuku é o Santuário Meiji, que fica do lado oposto ao da Omotesando-dori, saindo da estação Harajuku de metrô. É o lugar mais visitado no ano-novo, com até 3 milhões de pessoas rezando e comprando amuletos de sorte para o próximo ano. Para chegar ao santuário é preciso passar por um enorme “torii”(portal) e caminhar por uma ampla avenida de pedregulhos e sombreada por cedros. Aconselho visitar este templo aos domingos pela manhã, pois, se tiverem a mesma sorte que eu, será possível presenciar a celebração de um casamento tradicional japonês. Os trajes e a cerimônia podem ser diferentes, mas a felicidade estampada no rosto dos noivos é a mesma. Fiquei muito emocionada em presenciar esse momento tão lindo e que ficará pra sempre em minha memória. Seguem algumas fotos:

Noiva sendo preparada para o casamento

Casamento japonês (vestido de noiva)

Casamento japonês

Curiosidades da extraídas do site da Wikipedia: “Harajuku é uma localização icônica bastante popular no mundo do entretenimento, dentro e fora do Japão. A cantora estado-unidense Gwen Stefani faz referência a Harajuku em algumas de suas músicas e inclui quatro dançarinas vestidas como “Garotas de Harajuku” em segundo plano em suas apresentações. Uma edição especial de Takeshi’s Castle (conhecido MXC nos Estados Unidos) continha uma cena filmada na estação, em que Hayato Tani (ou “Captain Tenneal”) dá um de seus discursos de encorajamento para os competidores. O músico e produtor brasileiro Astronauta Pinguim também faz referência ao local, em uma música do seu novo álbum, Supersexxxysounds. A música chama-se “Harajuku, here we go!” Outra referência é feita na música I’m A Cuckoo do grupo Belle and Sebastian onde aparece “And watch the Sunday gang in Harajuku“”

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Tóquio – Palácio Imperial, Akibahara, Shibuya e Harajuku (Japão)

Não sei se pela adrenalina do jogo ou pela longa viagem de volta para Tóquio (ou as duas coisas), demoramos a pegar no sono e conseguimos dormir apenas poucas horas esta noite. Mas a alegria de estarmos na final alivia o cansaço e nos motiva a conhecer ainda mais desta cidade fantástica!

Palácio Imperial

Hoje fizemos um city tour pela cidade. Voltamos a alguns lugares que já havíamos visitado no primeiro dia, como  Tóquio Tower e o Templo Senso-ji, mas também conhecemos lugares novos e imperdíveis. Um deles foi o Palácio Imperial, a residência oficial do Imperador do Japão, localizada no centro da cidade. Pudemos apenas visitar os jardins, já que o palácio só é aberto à população duas vezes ao ano, sendo uma delas no próximo dia 23 de dezembro na ocasião do aniversário do Imperador. Mas mesmo conhecendo apenas os jardins, podemos dizer que fomos contemplados, pois presenciamos a saída de uma linda carruagem do Palácio supostamente com o Embaixador no Nepal.

Akihabara

O nosso city tour terminou no bairro de Akihabara, famoso pela venda de artigos eletrônicos. O interessante de caminhar pelas ruas deste bairro, além da tecnologia e das lojas de games, é deparar-se com meninas vestidas como personagens de mangás. Depois do passeio por Akihabara, pegamos um metrô rumo a Shibuya na companhia de duas pessoas incríveis e com muita história pra contar: Marcos e Alfredo. Apesar da diferença de idade (eles já tem filhos da minha idade) temos muito em comum, já que também são apaixonados por viagem (aliás, antes de Tóquio, passaram pela Turquia) e gostam de curtir ao máximo o lugar que estão visitando. Palavras próprio Alfredo: “o taximetro da nossa vida está rodando em dólar, não temos tempo a perder!”

Descendo da estação de metrô de Shibuya tivemos uma das experiência mais fantásticas desta viagem. Nos deparamos com um cruzamento de ruas, lotado de pessoas, com vários prédios coloridos por néon e outdoors gigantes. É como se aumentassem o Times Square em Nova Iorque em 10 vezes. Mas a diferença é que, em contrapartida, não se ouvia uma buzina ou qualquer gritaria. E o mais impressionante é que apesar de todos os cruzamentos, nenhuma pessoa atravessou a rua antes que o sinal verde estivesse aberto. Todos os dias temos aulas de civilidade e amor ao próximo aqui no Japão. Hoje, por exemplo, o guia comentou conosco que no verão os japoneses não usam gravata. O motivo é que sem a gravata sentem menos calor e não precisam aumentar tanto a intensidade do ar-condicionado, poupando energia e contribuindo com o meio-ambiente. Essa é apenas uma de muitas coisas que precisamos aprender com este povo, já que vivemos em um mundo cada dia mais egoísta.

Shibuya crossing

Por fim, após uma caminhada de aproximadamente 1 hora e meia pelo bairro de Shibuya chegamos ao bairro de Harajuku, onde buscava encontrar uma ruela muito conhecida pelos jovens japonesas chamada Takeshita-dori. Após perguntar para diversas pessoas, conseguimos encontrá-la. É uma rua super descolada, onde se pode encontrar desde roupas góticas a fantasias bizarras, bem como roupas intimas estampadas com seu super-heroi favorito. Uma boa definição para esse lugar é a “Camdem Town” japonesa. Realmente imperdível!!!

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