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Game, Set and Match Nadal

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Entre os dias 11 e 17 de fevereiro, São Paulo sediou o Brasil Open, o maior evento de tênis do país. E, claro, o Esporte na Mochila esteve presente, acompanhou tudo de perto e conta os melhores momentos aqui para vocês.

O evento esportivo contou com a participação de muitos tenistas do cenário mundial, mas a grande estrela, sem dúvida alguma, foi Rafael Nadal. O tenista espanhol é considerado um dos maiores tenistas de todos os tempos. Entenda: com apenas 26 anos ele já venceu onze títulos individuais de Grand Slam, 21 títulos em torneios ATP World Tour Master 1000. Pela Equipe Espanhola de Copa David venceu as finais de 2004, 2008, 2009 e 2011. Quer mais? Venceu todos os Grand Slams, o que fez dele o sétimo tenista da história e o mais novo na Era Open a realizar esta façanha. Também é o segundo jogador masculino a completar o Golden Slam (vencer os quatro Grand Slams e também os Jogos Olímpicos), depois de nada mais nada menos que  Andre Agassi. Todo o seu sucesso no saibro o fez ganhar o apelido de “Rei do Saibro”, levando muitos especialistas a considerá-lo o maior jogador no saibro da história.

As partidas foram realizadas no Ginásio do Ibirapuera e em duas quadras secundárias e foram alvo de muitas críticas pelos tenistas participantes, os quais alegaram existir muitos buracos e por ser muito rápida para uma quadra de saibro (pó de tijolo). O argentino Horacio Zeballos, que veio a São Paulo depois de faturar em cima de Nadal o ATP de Viña del Mar, no Chile, disse que as quadras não estão condizentes com o nível da disputa e também alfinetou as bolinhas utilizadas na competição: “Estão muito pequenininhas”. O gerente do Brasil Open, Roberto Burigo, admite que houve pouco tempo para a construção da quadra de saibro devido ao UFC São Paulo, realizado em 19 de janeiro. Mesmo tendo sido aprovada pela ATP, pessoalmente, não é difícil perceber a falta de estrutura não só das quadras, mas do próprio Ginásio do Ibirapuera. Ao constatar muitas luzes queimadas, banheiros depredados e péssima qualidade do som dos auto-falantes, também sou obrigada a  concordar com Zeballos e o pior, entretanto, é constatar que a cidade de São Paulo não possui outro lugar para receber eventos de tamanha importância.

Felizmente, a falta de estrutura não impediu que o público lotasse o Ginásio, principalmente nos dias de jogos de Rafael Nadal. Para quem não  sabe ou não acompanha tênis de perto, Nadal veio de uma cirurgia no joelho e buscou durante o torneio ganhar ritmo para voltar a ocupar o primeiro lugar no ranking. Durante os jogos ficou evidente o desconforto e insegurança de sua recuperação da contusão que o tirou das quadras por sete meses. Mesmo sem dar o seu 100%, só a presença de Nadal já é um presente para a torcida. Fãs apaixonados, seja pelo seu talento, por sua simpatia ou por sua famosa “puxadinha na cueca”, lotaram as arquibancadas do Ibirapuera para vê-lo de perto.

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Mesmo com uma atuação tímida de Thomas Bellucci e João Souza (o Feijão), a torcida brasileira pode sentir o gosto da vitória com Bruno Soares. O mineiro conquistou o tricampeonato do Brasil Open neste domingo. Ao lado do austríaco Alexander Peya, o brasileiro venceu o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (5-7), 6/2 e 10-7.

Mas na minha opinião, o grande destaque do Brasil Open foi argentino Martin Alund. Rotulado como a zebra ou “lucky loser” do torneio, Alund conseguiu um feito heróico mesmo tendo sido derrotado por Nadal na semi. Pude assistir pessoalmente a um de seus jogos, nas oitavas de final, onde ali pude perceber sua garra e perseverança,  ao despachar o francês Jeremy Chardy, quarto cabeça de chave do torneio, em partida dramática. Alund deve estar contente, pois além de fazer uma ótima partida encarar Nadal de frente, a partir desta segunda-feira passará a figurar no Top 100 do ranking.

Mesmo ainda se recuperando e resgatando a confiança em seu joelho, o talento, a estrela e a garra de Nadal falaram mais alto. Em apenas 2 semanas de recuperação, 7 meses sem jogar, participou de 2 torneios e chegou a 2 finais. A vitória de 2×0 aqui no Brasil sobre o argentino David Naldabadian foi muito significativa para Nadal e para o tênis, pois significa a volta do grande campeão, um novo recomeço.

O campeão do Brasil Open não foi apenas Nadal, mas o tênis brasileiro. Além  da torcida ter a oportunidade de ver de perto esse fenômeno e de popularizar o esporte no país, foi a chance dos brasileiros conferirem de perto um tênis de alto nível, após uma imensa lacuna desde a aposentadoria de Gustavo Kuerten, em 2008. Mesmo sem nenhum ídolo nacional, a participação de Nadal no torneiro trouxe o Brasil de volta ao cenário mundial e, se souberem aproveitar, pode ser  grande chance de uma nova guinada para o tênis nacional.

Sequência Martin Alund

Sequência Martin Alund

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Ex-goleiro palmeirense Marcos autografa sua biografia “Nunca fui Santo”

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Ontem, o Esporte na mochila esteve na sessão de autógrafos da biografia de Marcos, um ícone da história do futebol paulista e mundial, por sua atuação como goleiro do Palmeiras e também na seleção brasileira, inclusive na conquista do Penta.

O ex-jogador autografou sua biografia juntamente com o escritor da obra, o jornalista Mauro Beting. As 168 páginas do livro contam histórias da vida do ex-goleiro, dentro e fora dos campos, e não deixa de ser uma declaração de amor ao Palmeiras, time do seu coração, para o qual sempre torceu e admirou.

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A sessão de autógrafos aconteceu em uma livraria de um shopping em São Paulo e contou com cerca de quatro mil torcedores palmeirenses que gritavam seu nome e faziam muito festa para o eterno e grande herói palmeirense.

Nunca fui Santo é o depoimento sincero de um esportista que, com seu jeito bem-humorado e simples de ser e falar, conquistou admiração e respeito de todas as torcidas do Brasil.

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