Europa

Londres – Dia 4

Barbeiro em Brick Lane

Barbeiro a céu aberto em Brick Lane

Hoje o passeio ficou concentrado na parte Noroeste de Londres com o motivo de aproveitar os principais (e bizarros) mercados dominicais da cidade: Camden e Brick Lane. Havia lido que a melhor maneira de se chegar a Brick Lane seria descer na estação Shoreditch High Street, porém o concierge do hotel me orientou a descer na Liverpool Station (Central Line – vermelha) e caminhar um pouco mais, uma vez que a primeira estação fica mais difícil de se fazer baldiação. Estudar o mapa do metrô antes é uma boa dica para cidades grandes e com muitas linhas metrô, como Londres e Japão, por exemplo. Assim que desci na Liverpool Station, atravessei a Rua Bishopgate e dali tive acesso a dois mercados. Primeiro o de Petticoat Lane, antigo e não muito atraente, mas que conta com muitas pessoas buscando vesturário com preços mais em conta. Mais a oeste, está o Spitafields Market, um antigo mercado de frutas e verduras, e que hoje abriga um mercado moderno que oferece coisas muito bacanas a seus visitantes. O lugar é imenso e suas barraquinhas vendem desde roupas e acessórios alternativos e estilosos a cases de celular em madeira. Também tem antiguidades e artigos para casa e afins. Me senti passeando na praça Benedito Calixto ou pela lojinhas da Vila Madalena, em São Paulo. Vale a pena gastar seu tempo e dinheiro por ali.

Curry em Brick Lane Market

Curry em Brick Lane Market

DSCN0271Algumas ruas a frente está a Brick Lane Street, uma rua adotada pelos imigrantes de Bangladesh, Índia e Paquistão, que vieram para Londres em busca de trabalho e melhores condições. A conexão entre as culturas é tão forte que é possível ver placas de rua ou de trânsito em dois idiomas, o inglês e o bengali. Muitos deles abriram restaurantes na região, as chamadas Curry Houses e a maioria está localizada na própria Brick Lane. Mas o curry não se configura como o único atrativo da região. Os mercados de antiguidades e roupas atraíram estudantes de artes, que passaram a frequentar o local e ali sediar suas exposições. O local também chamou a atenção de grafiteiros, como Banksy, Dface e Ben Eine, que exibem seu trabalho ao ar livre. Essa confluência de artistas, imigrantes e estudantes produziu uma cena noturna bastante diversificada. E, por isso, algumas das melhores boates de Londres estão nas imediações de Brick Lane. Viemos domingo, pois apesar de muitas lojas abrirem suas portas durante a semana e aos sábados, este é o dia de maior agito, principalmente, das 9h às 17h. O Brick Lane Market está localizado no número 91 da Brick lane, em um prédio da antiga cervejaria Old Truman Brewery. Ali é possível encontrar além de muitas roupas e acessórios, comidas típicas de vários países da Ásia e Caribe e não pude deixar de optar pelo famoso Curry. Pedi um prato bem servido, com pedaços de frango em um molho apimentado “médio”, mas para o meu paladar estava em um nível ultrapower! Uma delícia, mas na primeira colherada já saíram lágrimas dos meus olhos. Cuidado, se não estiver acostumado, aprecie com moderação! Saindo do mercado, continuamos pela Brick Lane que é enorme e cheia de pessoas estilosas, exóticas, malucas e engraçadas (pelo menos para o meu “parâmetro”). Tinha até um barbeiro ao ar livre, onde fiquei com vontade de aparar a minha franja. Mas pelos cabelos que vi saindo de lá, achei melhor não correr o risco. O jeitão é bem parecido com Camden, mas o fato de ser um pouco mais “light” e com menos turistas, me agradou mais.

Camden Town

Camden Town

Camden Market

Camden Market

Dali, pegamos o metrô novamente, com destino a estação de Camden Town (Northern Line – preta), onde está localizado o bairro de mesmo e com três mercados de rua que funcionam, principalmente, aos domingos: Camden Lock, Stables Market e Camden Village Market. Já havia conhecido em uma outra oportunidade, há 5 anos atrás, e pude verificar que tudo continua do mesmo jeito. Ali estão reunidas as pessoas mais exóticas e bizarras do mundo. Mesmo para o povo londrino que já é acostumado com excentricidades, Camden Town é um bairro liberal, onde piercings e tatuagens são “fichinha” perto do que se vê circulando por ali. Ali foi o berço do movimento punk inglês, na década de 70. E onde há coisas diferentes, há turistas e, claro, muitos brasileiros! Do metrô siga a multidão pela avenida Camden High Street, onde existem várias lojas com vitrines que chamam a atenção, seja pelo letreiro em 3D ou pelos artigos oferecidos. Não tem como não se divertir e dar boas risadas enquanto caminha até o Mercado de Camden Lock, beirando o Regent’s Canal. Ali se vende de tudo: comida de várias partes do mundo, antiguidades, roupas, excentricidades e quinquilharias. Aproveite para comer por lá. Por este astral diverso e alternativo, o bairro atraiu alguns artistas e celebridades para viverem ali, como a cantora Amy Winehouse, o escritor Charles Dickens e vários de seus personagens, além do cantor Morrissey. Por falar em Amy, era ali nas redondezas que a cantora vivia e passou seus últimos dias de vida. Os pubs “The Hawley Arms” e “The World’s End”, que ela costumava frequentar com regularidade, além de sua casa em Camden Square, virou rota obrigatória para turistas e fãs da cantora.

Emirates Stadium

Emirates Stadium

DSCN0299Como muitos já sabem, além de viajar, minha outra grande paixão é o esporte. E na Inglaterra, assim como no Brasil, domingo não é domingo sem um bom jogo de futebol. Mesmo que a Premier League (Campeonato inglês) já tivesse um campeão antecipado, não poderia deixar de assistir um  belo clássico inglês: Manchester UnitedxArsenal no Emirates Stadium. Como a estação de metrô de Camden Town estava fechada, tivemos que pegar um ônibus para o Estádio. Vimos alguns torcedores do Arsenal em um ponto e os acompanhamos rumo ao Estádio que fica a aproximadamente 15 minutos de ônibus de Camden Town, pois também está na parte norte de Londres. Descemos em um ponto um pouco afastado e na caminhada para o Estádio já começamos a sentir o clima do jogo. Impressionante como essa vibração me faz bem, me dá uma sensação tão prazerosa quanto comer uma deliciosa sobremesa de chocolate. As pessoas caminhando para o Estádio, vestindo roupas e acessórios com o nome dos times me faz sentir uma sensação inexplicável que só quem ama o futebol sabe. E o auge é quanto entro no estádio e vejo o contraste da grama bem verde com a torcida na arquibancada, tudo emoldurado por uma bela estrutura. Fico emocionada com esta paixão que ultrapassa fronteiras. E aqui na Inglaterra, a rivalidade existe e é manifestada, mas de forma um pouco mais “respeitosa” que o Brasil. Apesar das ofensas e xingamentos como em qualquer outra partida, não há agressão física e o respeito aos policiais e às regras é absoluto. Como já disse, o Manchester United já era o campeão do Campeonato inglês, mas a grande pegada deste jogo era o jogador holandês Van Persie. Agora atuando no Manchester United, estava enfrentando pela primeira vez seu antigo time e agora rival, o Arsenal, onde foi ídolo por muitos anos. Para ilustrar melhor, era como se o Neymar tivesse trocado o Santos pelo Corinthians. Toda hora que pegava na bola era possível ouvir uma onda de vaias e o xingamento mais leve era “mercenário”. Além disso, me chamou atenção uma senhora com mais de 80 anos que estava atrás de mim. Torcedora fanática e que empurrou o Arsenal do começo ao fim. Ela gritava o tempo todo e o que mais gostei foi que em momento nenhum ela criticou ou xingou o time adversário, mas apenas o seu. Era muito engraçado quando um jogador do Arsenal errava o passe e ela dizia em tom irônico: “Good job, Mr. Perfect!” (Bom trabalho, Sr. perfeito!) e a cada 5 minutos ela soltava um “Come on Arsenal. come on!” (Vamos lá Arsenal, vamos lá!). O jogo terminou em 1×1, mas valeu cada centavo. Falando nisso, uma dica se quiser ver jogos na Inglaterra: compre antecipado, mas mesmo assim se prepare para os preços. A grande maioria dos ingleses costuma comprar todos os jogos da temporada de uma vez e sobram poucos ingressos avulsos na bilheteria. Apesar do estádio estar cheio (cerca de 50 mil torcedores),  a saída foi muito tranquila e sem tumultos. Fomos para uma passarela que liga até a estação de metrô Arsenal (Picadilly Line – azul) e em menos de 1 hora do fim da partida já estávamos dentro do hotel, cansados, mas muito felizes!

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Londres – Dia 3

fotobike

O dia de ontem foi marcado por uma longa caminhada e o de hoje por kilometros de pedalada. Sim, fazendo jus ao nome do blog e lembrando que sempre existe esporte na minha mochila, encontrei uma ótima forma de se deslocar por Londres: de bicicleta. Você se exercita, se diverte, economiza tempo e também dinheiro, afinal o aluguel da bike é mais barato do que uma passagem de metro (acredite, apenas 2 Libras por 24 horas!). O passeio de bike não estava programado e o roteiro do dia era ir ao Portobello Road de metro direto para Notting Hill Gate. Mas graças a um problema na linha do trem em South Kensigton (onde faria a baldiação) resolvi ir a pé e me deparei com as bicicletas durante o caminho.

Museu de História Natural

Museu de História Natural

Royal Albert Hall

Royal Albert Hall

Antes de falar do passeio de bike, uma dica para quem curte museus e música. Saindo da estação de metro de South Kensigton existe uma região cheia de museus bem interessantes para se visitar em Londres. Pela Exibhition Road é possível ter acesso a todos eles, dentre os quais destaco o Victoria and Albert Museum (o melhor dos três museus fundados durante a Great Exhibition de 1851), Museu de História Natural (instalado em prédio neogótico maravilhoso) e o Museu da Ciência (favorite das crianças, pois retrata as história das invenções desde a primeira locomotive a vapor). Destaque para para o Museu de História Natural, que recebe visitantes gratis diariamente das 10:00 às 17:50. Mas, claro, a fila é bem grande. Para os fãs de música, atrás do Sciene Museum fica o Royal College of Music e, próximo dali, o Royal College of Organists, além do Royal College of Art. Todas estas faculdades ficam ao redor do Royal Albert Hall, um prédio arredondado, suntuoso, que  costuma  receber shows famosos, como o da cantora britanica Adele. O seu dvd foi gravado ali. É possível fazer tours pelo seu interior a partir de 11.50 libras por adulto, É aconselhável fazer reservas prévias para os tours pelo site www.royalalberthall.com .

The Board Walk em Kensigton Gardens (Hyde Park)

The Board Walk em Kensigton Gardens (Hyde Park)

Do lado oposto ao Royal Albert Hall está o Albert Memorial, dentro do Hyde Park. Olhando aquele parque lindo, com árvores começando a florescer, achei melhor ir caminhando rumo a Notting Hill Gate, até mesmo para cortar caminho pela “The Broad Walk. Logo na entrada, vimos algumas pessoas alugando algumas bicicletas e fomos nos informar. O processo é simples e não é preciso prévio cadastro. Basta selecionar a quantidade de bicicletas, o period, inserir  cartao de credito e aceitar os termos e condições. Pronto! Um bilhete é emitido com uma senha, você a digita na estação, aguarda o sinal verde e pega sua bicicleta. A sensação de satisfação e liberdade foi imensa. Parecia uma criança e em poucos minutos já estava do outro lado do parque e como vi que seria dificil andar pelo bairro com ela, principalmente pela quantidade de pessoas passando, resolvi deixa-la emu ma outra estação e seguir a pé. Mas a sensação de “quero mais” é inevitável.

A caminho de Portobello Road Market

A caminho de Portobello Road Market

2013-04-27 09.32.08Segui rumo a Notting Hill Gate e entramos em uma rua chamada Pembridge Road para ter acesso a Portobello Road e seu famoso Mercado de rua.  A rua de comércio alternativo e é uma prévia do que irá ver em Portobello Market. Se estiver com fome quando estiver passando por este ponto, recomendo experimentar uma pizza no Arancina. O número deste pequeno e simpatico restaurante é 19, mas fica mais fácil de lembrar se disser que existe um carro laranja em sua vitrine, com pizzas saindo pelas janelas. Estranho? Mas aposto que não vai esquecer. Notting Hill é uma região basicamente residencial onde diversas etnias e classes sociais convivem em harmonia. Mas o bairro ficou realmente famoso com o filme estrelado por Julia Roberts e Hugh Grant. Ainda existem algunas resquícios do filme pelo bairro, mas confesso ter ficado frustada ao procurar a livraria e no lugar encontrar uma loja de sapatos. Atualmente, o bairro é visitado todos os dias pelas lojas, principalmente de antiguidades na Portobello Road. Mas o dia mais agitado e que vale visitar é no sábado.  Centenas de pessoas visitam o Portobello Road Market, o qual é dividido em três: antiguidades, comidas/verduras/frutas e um que mistura artesanato, bugigangas e roupas.

Portobello Market em Notting Hill

Portobello Market em Notting Hill

Livraria em Portobello Road retratada no filme "Um lugar chamado Notting Hill"

Livraria em Portobello Road retratada no filme “Um lugar chamado Notting Hill”

Almoçamos  uma lanche com linguiça apimentada e cebolas (divino!) em uma das barracas por ali e pegamos um ônibus rumo ao Hyde Park para retomarmos o passeio de bike. Assim que avistamos uma estação de bicicletas (existem varias espalhadas pela cidade), descemos. O papel com a senha de retirada expira em 10 minutos e basta inserir o cartão de credito que comprou a anterior e uma nova senha é impressa. Como disse antes, são 2 Libras por 24 horas. Basta repetir o processo anterior e voi lá…lá estamos nós pedalando novamente. Nosso roteiro de bike começou pelo Hyde Park (próximo a serpentine) e terminou nos arredores de Strand, a beira do Tamisa. Cruzamos o Hyde Park, passando pelo Green Park, Buckingham Palace,  The Mall,  St. James Park, Abadia de Westminster, Parlamento, Big Ben, atravessando a Westminster Bridge, London Eye, Waterloo Bridge, até chegar ao Cleopatra’s Needle. No googlemaps, a distância do percurso é de aproximadamente 7,5 km. Mas que pode ser feita por qualquer pessoa que saiba andar de bicicleta e queira conhecer Londres de uma forma diferente, divertida e saudável. E se mesmo assim não estiver convencido, as imagens do percurso falam por si só, veja:

Hyde Park

Hyde Park

The Serpentine - Hyde Park

The Serpentine – Hyde Park

Jardins do Buckingham Palace

Jardins do Buckingham Palace

St. James Park

St. James Park

Parlamento e Westminster

Parlamento e Westminster

Vista da Waterloo Bridge

Vista da Waterloo Bridge

Como terminamos o passeio por volta das 16:30, optamos por um chá da tarde no The Lanesborough at Hotel St. Regis, considerado por muitos o melhor chá da tarde (ou das cinco) em Londres. Vencedor do The Tea Council Award of Excellence (uma espécie de “Oscar” dos chás) por vários anos, inclusive em 2012, o chá é maravilhoso e vem acompanhado de deliciosos sanduíches, geléias, cremes e docinhos do premiado chef de patisserie Tal Hausen. O chá fica por conta do famoso sommelier Karl Kessab. Você leu certo, existe sommelier de chás! O preço por pessoa é a partir de 38 libras (sem champagne), podendo variar conforme a opção de champagne escolhido. Das muitas opções, escolhi o chá Darjeeling, conhecido como o “champagne”dos chás. Dispensei o leite para sentir mais o sabor. É gostoso, mas talvez por não ser especialista achei apenas ok. Não sei se o chá tem efeito calmante ou foi o passeio de bike, mas ao fim do chá das cinco eu estava desmaiando de sono e tive que ir correndo para o hotel de onde não sai mais.

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Londres – Dia 2

Beleza e tranquilidade na pequena Manchester Square

Beleza e tranquilidade na pequena Manchester Square

Ao contrário de ontem, hoje Londres amanheceu fria e chuvosa. Cheguei a pensar em mudar o meu roteiro de hoje, que seria uma longa caminhada pelos bairros de  Mayfair e Marylebone, por um dia dentro de museus e galerias. Mas ainda bem que não troquei, pois ainda pela manhã o céu abriu e deixou Londres ainda mais linda e ensolarada. O tempo estava tão agradável que acabei estendendo meu passeio aos bairros do Soho, Chinatown e Covent Garden.

Dorchester Hotel, localizado na elegante Park Lane

Dorchester Hotel, localizado na elegante Park Lane

Como disse no post anterior, meu ponto de partida será sempre o Hyde Park Corner, onde está situado meu hotel. Parti dali e andei por toda a extensão da Park Lane, que vai do Hyde Park Corner até Marble Arch. Nela é possível caminhar, acompanhado do Hyde Park à sua esquerda, e apreciar lindos e luxuosos hotéis, como o Dorchester, apartamentos sofisticados e lojas de carros como Auston Martin, BMW e Mini. Chegando ao Marble Arch, virei à direita na Oxford Street, uma das ruas mais populares e lotadas de Londres, onde estão concentradas grande parte do comércio e lojas de departamento da cidade. Caminhei por alguns minutos pela Oxford Street até virar à esquerda na Baker Street, a rua onde o escritor Sir Arthur Conan Doyle residiu seu personagem mais célebre, o detetive Sherlock Holmes. Caminhei por ela até chegar ao número 221b,  no Sherlock Holmes Museum. O Museu, aberto em 1990 e localizado em uma antiga casa vitoriana, reproduz sua moradia e de Doctor Watson como retratada nos livros. É preciso comprar o ticket (8 Libras) em uma loja ao lado, onde também podem ser encontrados souvenirs, como réplicas de sua peculiar boina xadrez e cachimbos. A fila para visitar o museu estava um pouco extensa e só indico enfrentá-la caso você seja grande fã dos livros de Sherlock. Caso contrário, vale a pena visitar apenas a loja e tirar uma foto na frente do Museu.

Museu Sherlock Holmes

Museu Sherlock Holmes

Se for fã dos Beatles, aproveite a ida ao Museu do Sherlock para visitar uma loja chamada London Beatles Store, com diversos produtos inpirados na banda e em suas músicas. Esta loja me fez lembrar da proximidade da Baker Street com a Abbey Road e a famosa faixa de pedestres. São cerca de 15/20 minutos de distância caminhando, mas que pode ser encurtada indo de metrô. Basta entrar na estação Baker, andar uma estação ao norte na Jubilee Line (cinza) e descer na St. John’s Wood. Saindo desta estação basta seguir pela Grove End Road por cerca de 5 minutos e logo já vai avistar o cruzamento com a Abbey Road, a faixa de pedestres e o Abbey Road Studio.

Abbey Road Studios e a famosa faixa de pedestres eternizada pelos Beatles

Abbey Road Studios e a famosa faixa de pedestres eternizada pelos Beatles

Fui e voltei em meia hora, mas se preferir continuar o roteiro no bairro de Marylebone, é só retornar pela Baker Street a Marylebone Road e quase que na esquina encontrará outro destino bastante procurado pelos turistas em Londres: o museu de cera de Madame Tussaud. Ali você encontra inumeras personalidades de fama internacional retradas em bonecos de cera de tamanho real e com uma riqueza de detalhes que impressiona. Recomendo comprar ingressos antecipadamente, pois as filas estavam enormes. Como já conheci o Madame Tussaud em Amsterdam, achei melhor continuar minha caminhada pela movimentada Marylebone Road.

Quase em frente a Royal Academy of Music, só que do outro lado da rua, começa uma rua super charmosa para passear, comprar ou comer alguma coisa chamada Marylebone High Street. Parece que você está no bairro do West Village em NYC, porém com um toque geogiano, uma espécie de “vila urbana” dentro de Londres. Dali visitei  uma praça linda chamada Manchester Square, em frente ao Wallace Collection. Vale a pena gastar seu tempo neste miolo, é calmo e tranquilo, além de muito charmoso. Dali cheguei à Oxford Street novamente e em poucos minutos já estava no Oxford Circus, um cruzamento supermovimentado e onde começa um outra grande rua de comércio, a Regent Street.

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Em uma travessa desta rua está localizado o ponto alto do meu dia, o restaurante que escolhi para almoçar, o Sketch. Situado no número 9 da Conduit Street, este restaurante comandado pelo superchef parisiense Pierre Gagnaire tem vários ambientes, dentre eles o The Parlour, o único que abre para café, almoço, chá da tarde e jantar. Recomendo meu pedido de ponta a ponta, pois foi incrível: Para beber o drink alcoholfree Perfect Passion, delciosa mistura de suco de pessêgo e maracujá, Macaroni Cheese com mixed salad e uma torta linda e deliciosa chamada Royal Rose. Mas a parada obrigatória do Sketch é o banheiro. É praticamente uma atração turística de tão incrível e diferente. Parece um cenário de filme de ficção científica! O teto é composto por mosaicos quadrados e coloridos e o mais interessante são os vasos sanitários dentro de grandes “ovos” brancos. Imperdível!

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Soho

Soho Square

Como ainda estava cedo quando sai do Sketch, resolvi percorer os bairros de Chinatown e Soho, vizinhos a Mayfair, onde fica o restaurante. Para chegar à principal rua de comercio do bairro chines, a Gerrard Street, basta atravessar a Regent Street, passar por Picadilly Circus (sempre lotada e com a famosa estatua do cupido) e caminhar pela Shaftesbury por alguns minutos. A rua Gerrard, com seus belos portais, fica paralela a esta.  As lojas e os restaurantes típicos são fruto de imigrantes chineses que se fixaram na região por volta da década de 50, provenientes da China ou do bairro de Limehouse, na parte leste de Londres, onde ainda existe uma grande comunidade chinesa. De volta à Shafferbury St., subi pela Greek St até a Soho Square, e apenas neste pequeno trecho já pude sentir e ver o que é o bairro de Soho. Um bairro conhecido como descolado e centro da cena gay londrina,  tem vida noturna agitada, cheia de bares, pubs e restaurantes.  A poucas quadras dali, atravessando a avenida Charing Cross (cheia de livrarias), está o famoso distrito de Covent Garden, meu ultimo destino do dia. O nome vem de um convento que existiu no local e por cerca de 300 anos era o principal Mercado de frutas e verduras de Londres. Atualmente, é famosa pelos teatros, comércio e artistas de rua. Vale a pena passear pelos arredores, principalmente pela Long Acre e Neal St, uma rua sempre movimentada e repleta de lojas bacanas e que chega ao Covent Garden Market. Neste Mercado é possível encontrar de tudo, desde artesanato a loja de cosméticos da Chanel. Destaque para uma loja imensa da Apple em frente ao Mercado e a uma filial da francesa Laduree, onde encerrei meu segundo dia, saboreando deliciosos macarons enquando apreciava o movimento local.

A sempre cheia Neal Stree, em Covent Garden

A sempre cheia Neal Stree, em Covent Garden

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Londres – Dia 1

Hoje começo uma série de posts sobre Londres. Essa é a minha terceira vez na capital britânica e a considero especial, pois as duas últimas foram rápidas passagens de 1 dia ou 2. A última delas como um stop antes de ir ao Mundial de Clubes no Japão pela primeira vez, em 2011. Desta vez passarei 1 semana por aqui e conseguirei explorar bastante a cidade. Meu voo chegou em Heathrow, o principal aeroporto da cidade, por volta das 15h da tarde. O aeroporto é imenso, com 5 terminais e considerado um dos maiores “hubs” do mundo. O tamanho pode assustar um pouco, mas a locomação é tranquila e fácil, pois as saídas são muito bem sinalizadas. A forma mais rápida e barata de se chegar ao centro de Londres, a partir do aeroporto, é pelo metrô (“underground”). Basta seguir as placas e depois de algumas esteiras e longos corredores você consegue chegar à estação. Se a sua estadia em Londres for de pelo menos 3 dias, vale a pena comprar o Oyster card. Trata-se de um cartão onde você coloca créditos para utilizar no transporte público londrino. A vantagem é a economia de tempo e dinheiro, principalmente. Para adquiri-lo, basta se dirigir a um dos guichês próximos às catracas do metrô e solicitar um Oyster card na modalidade “pay as you go” (“pague na medida que você usar”). Com ele você poderá viajar quantas vezes quiser em um dia e você nunca pagará mais do que o valor de Day Travelcard. Os preços irão variar de acordo com as zonas que você percorrer e o horário de utilização (“hora de pico”ou não). Um turista em Londres, normalmente, percorrerá apenas as zonas 1 e 2, onde está a maioria das atrações turísticas. Só para vocês terem uma ideia de valores, eu utilizei o Oyster Card de Heathrow, que está na zona 6, até a estação do meu hotel, que está na zona 1, por volta das 16h e gastei 3 Libras. Carreguei 20 Libras no cartão e gastei mais 5 Libras pelo plástico, valor que será reembolsado a medida que for utilizado.

Hoje não tive muito tempo, pois cheguei ao hotel um pouco antes do anoitecer. Meu hotel está próximo ao “Hyde Park Corner” e como o voo foi tranquilo, mas cansativo, resolvi apenas passear pelos arredores. Consegui chegar meia hora antes da Harrods fechar as portas. A Harrods é uma das mais luxuosas e famosas lojas de departamento do mundo. É quase impossível andar por todos os seus setores em poucas horas. Tudo ali dentro impressiona: seja pela beleza, pelo luxo ou pela curiosidade. Além de muitas marcas e grifes consagradas, como Hermes, Laboutin, Dior, etc. o que mais me impressiona lá dentro é o mercado. Existem “vitrines”com carnes, caviar, frios, chocolates, geléias, biscoitos e azeites trufados, além de casas de chá, como da francesa Laduree, famosa por seus macarons macios e deliciosos, com preço um pouco menos salgado do que no Brasil.

A caminhada pela região  ao redor de Knightsbridge e Brompton Road é prazerosa e repleta de bons hoteis, bares e restaurantes, dentre os quais destaco o Zuma (Raphael St), Hotel Bulgari e o eleito da noite: o Buddha-Bar. A rede que conta com restaurantes em vários países do mundo (inclusive já abriu e fechou uma filial no Brasil) reinaugurou sua unidade aqui em Londres em novembro do ano passado. A casa impressiona pela decoração criativa e intimista. No andar superior está localizado o bar e no inferior o restaurante. O som lounge fica por conta de um DJ, o qual é acompanhado por um rapaz simpático que toca ao vivo vários instrumentos (clarineta, saxofone) e acompanha o ritmo da música enquanto circula discretamente pelos ambientes da casa. Minha sugestão de bebida é o drink Bubble Wrap, leve, cítrico e um pouco adocicado. A bebida vem enfeitada com pétalas de rosa que exalam  seu aroma enquanto você a bebe. Se gostar de pratos apimentados e “suportáveis” a um paladar normal, peça de entrada o spicy edamame e o spicy mango, 8 rolos de sushi de camarão, coberto por fatias apimentadas de manga e abacate. Como principal o spicy lamb rack acompanhado de egg fries rice é uma ótima pedida. O preço por pessoa fica em torno de 50/75 Libras. Recomendo fazer reserva.

 

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Florença – Itália | Blog Get Real

Foto que tirei do rio do Arno quando estive em Florença

Foto que tirei da Ponte Vecchia e do rio do Arno quando estive em Florença

Dando continuidade a nossa já anunciada parceria com o Blog Get Real, hoje compartilho aqui com vocês um post sobre Florença na Itália.

Uma das editoras do blog, a Pat, passeou pelos pontos turísticos tradicionais e nos traz ótimas dicas de restaurantes, compras e hospedagem. Para acessar o post, basta clicar no link ao final do texto.

Eu, particularmente, tenho um caso de amor por esta cidade! E olha que passei apenas um dia por ali. Florença, ou Firenze em italiano, consegue ser charmosa, romântica e transpira arte. A cidade, que  o foi berço do Renascimento, guarda um tesouro a cada esquina. As principais atrações estão muito perto uma das outras e é possível percorrer tudo a pé. Os pontos altos para mim são o Duomo (além da beleza e riqueza do seu interior e exterior, do alto da cúpula da Catedral se tem a vista mais linda de Florença),  Galeria degli Uffize (dentre muitas obras de arte, ali estão expostos “O Nascimento de Vênus”, de Botticeli e “Sagrada Família”, de Michelangelo), Ponte Vecchio (ponte sobre o rio Arno, indescritivelmente linda), Galleria dell’Áccademia (entre nem que seja “só”para ver o “Davi”, de Michelangelo – é de tirar o fôlego de tão perfeito, impressionante!)

O mais surpreendente e encantador de Florença é caminhar por praças públicas e dar de cara com esculturas ou obras de arte o tempo todo! O esplendor da cidade é tamanho que chega a deixar os turistas malucos e muitos deles chegam a ter que ser internados. Acha exagero? Culpa da Síndrome de Sendhal! A Dra. Graziella Magherini, ex-chefe do departamento de Psiquiatria do Hospital florentino Santa Maria Nuova, percebeu que muitos turistas que visitavam a capital da Toscana eram internados com sintomas semelhantes, tais como tontura, taquicardia e confusão mental. O motivo? Excesso de beleza! Quem visitou sabe do que estou falando e quem ainda não conhece deveria se deixar “enlouquecer” um pouquinho. Vale a pena, eu garanto!

Post sobre Florença no Blog Get Real

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