Esporte

Ushuaia – Cerro Castor – Dia 5

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Havia programado tantas coisas bacanas para Ushuaia que fica dificil dizer que este era o dia mais esperado. Mas estava muito curiosa para saber como seria meu desempenho em esportes de neve, pois nunca havia praticado antes. Sempre tive vontade experimentar e, antes de ir, pesquisei um pouco sobre qual a seria o melhor esporte para o meu debut: esqui (ski) ou snowboard. Na maioria dos relatos e opinioes, deveria escolher o esqui ( ski ), por ser considerado um pouco mais facil do que o snowboard. Ao contrario do snow, no esqui voce cai menos e as (muitas) quedas sao, normalmente, para os lados e menos lesivas, pois a bota se solta das pranchas exatamente para evitar torcoes. No caso do snowboard, por ser uma prancha unica e os dois pes ficarem presas nela, as quedas sao mais fortes e mais violentas, pois voce cai para frente ou para tras e a chance de se machucar eh bem maior. Outro detalhe que pesou na minha escolha foi que sempre fui melhor nos patins do que o skate ou surf . Na maioria dos casos que vi aqui em Ushuaia, a grande diferenca de um para o outro era de que, normalmente, os iniciantes, criancas ou adultos, comecam praticando esqui. Mas quem gosta de algo mais “free style” ou radical migra para o snowboard. Cheguei ate a ouvir que o esqui eh mais elitista e o snow mais “maloqueiro”. Isto porque no esqui voce nao precisa tocar a neve com frequencia e se apoia nos bastoes, enquanto que no snow nao tem frescura, voce tem que sentar na neve quase toda hora e tem mais dificuldade para se deslocar no plano mas, em contrapartida, da mais liberdade de manobras ao praticante. E independentemente da sua opcao, acredite, ambos sao extremamente prazerosos e viciantes.

Cerro Castor eh o resort de esqui mais ao sul do planeta e por esta razao e outros fatores como qualidade da neve, orientacao da montanha, entorno geografico e clima, permite uma temporada mais extensa e torna este centro de esqui um lugar especial. Alem disso, muitas de suas pistas estao homologadas pela Federecao Internacional de Esqui e foi eleito por varias equipes de competicoes europeias como local de treinos. A estacao conta com 600 hectares esquiaveis, 25 pistas com diferentes niveis de dificuldade, varios restaurants, 10 meios de elevacao (dentre telefericos “cadeirinha”, de superficie e “magic carpet”) de ultima geracao, uma area para principiantes e seu “snowpark” eh considerado um dos mais modernos da Argentina. Cerro Castor sera sede do Interski 2015, o Congresso Internacional de Esqui. Sera a primeira vez na historia que um Interski sera realiazado no hemisferio sul! Pelo video abaixo da para sentir um pouco do clima deste lugar que, apesar do frio, transpira esporte!!!

Um dos pontos negativos sao os 26 km de distancia do centro de Ushuaia. Alem disso, achei bastante burocratico e demorado todo o “processo” para quem for passer apenas o dia em Cerro Castor, que foi o meu caso. Cheguei na estacao por volta das 10 da manha, horario de abertura. Ja havia comprado aqui no Brasil e estava com vouchers para o transfer, entrada, meio de elevacao e aluguel da roupa neve e equipamento completo. Assim que cheguei, me dirigi a bilheteria, mas como ja estava com os vouchers, teria que ir diretamente para uma outra fila, dentro do predio. Ali peguei meu ticket e mapa da estacao de esqui. Como nunca havia praticado nenhum esporte de neve antes tinha interesse em aulas particulares. Me dirigi ao balcao de informacoes para saber como, onde e quanto custariam estas aulas. Ela me disse com uma cara bem desanimadora de que eles estavam quase sem horarios e que teria que perguntar na escola se ainda teria horarios disponiveis. Quando mencionei que gostaria de aulas particulares, o rosto da atendente mudou e me informou que ainda tinham alguns horarios a tarde, mas que deveria ir rapido, pois restavam poucos lugares. Dali, sai correndo ate a escolar que fica em uma outra parte do complexo, atravessando um ponte sobre um rio congelado. Alias, esqueci de mencionar que nevava bastante neste dia. Chegando a escolar, aguardei em uma fila por mais ou menos 30 minutos, ate ser atendida por uma moca simpatica que me disse que so haveria aulas as 14:00 horas sob um custo de 780 pesos. Apesar de achar um pouco caro, aceitei, afinal nao me valeria nada subir ate la, afinal era a minha chance de experimentar e aprender um pouco mais sobre um esporte que, infelizmente, nao posso praticar aqui no Brasil. Uma dica importante eh reservar as aulas com atecendencia para evitar este tipo de problema. Se soubesse que poderia reservar, eria reservado 2 aulas para o mesmo dia. De la, atravessei a ponte novamente e segui rumo ao predio principal, onde alugaria os equipamentos. No voucher estava escrito “equipamento completo”, mas isso significa apenas botas, esquis, bastoes e capacete, sendo o ultimo opcional. Importante saber que os oculos nao estao inclusos. Ja havia pergunto para o meu guia antes e comprei em uma das lojas da Avenida San Martin e nao sao tao caros. E possivel encontrar oculos (que mais parecem mascaras) por cerca de 150 pesos. Se for principiante e o tempo estiver ensolarado e sem vento, nao ha necessidade. No meu caso, nevava e ventava muito e nao me arrependo nem um instante de ter comprado. Caso queira comprar na hora tambem eh possivel, pois existem duas lojas POPPER que vendem todo tipo de equipamento para neve, snowboard e esqui. Pelo que me disseram a loja, que existe tambem no centro de Ushuaia, eh tambem do dono do Cerro Castor.

Aluguel de equipamentos

Aluguel de equipamentos

Para alugar o esquipamento mais uma hora de fila, alem de ouvir muito portugues. Fiquei impressionada com a quantidade de brasileiros por aqui! O processo funciona assim: voce preenche um papel com seus dados, passa primeiro pela botas, onde existem varios rapazes que te ajudam a encontrar uma bota do seu tamanho. Voce senta em um banco e ele coloca nos seus pes. A bota de esqui parece muito com botas de patins in-line, mas eh mais pesada e te projeta para frente, o que te faz andar esquisito quando esta sem as pranchas acopladas a elas. Depois das botas, voce pega seus esquis, depois os bastoes e, por ultimo, o capacete. Como estava com mochila, tive que alugar um locker (armario) por 30 pesos. Depois de tudo guardado, coloquei todo o equipamento, menos os esquis, e me dirigi ao teleferico para subir ate a area dos principiantes, onde teria as minhas aulas. Como nao tenho pratica fui aconselhada a nao subir com os esquis nos pes e entreguei ao funcionario que os colocou em uma cadeira a parte. A subida dura cerca de 5/10 minutos (na minha contagem mental) e a paisagem eh incrivel. Era um misto de alegria, ansiedade e medo do que poderia acontecer. Mas tinha que encarar, afinal, estava ali toda paramentada para isso. O maximo que poderia acontecer era um grande trauma e o desejo de nunca mais enfiar meus pes em uma bota com esquis. Mas mesmo depois de um tombo homerico ao sair do teleferico, nao me tirou a enorme satisfacao de esquiar na neve fofa. Alias, considero o hematoma enorme no meu quadril o carimbo de entrada para o mundo dos esportes de neve! Apos me recuperar da vergonha e da dor daquele tombo, fiquei anestesiada pela sensacao de estar ali, com todas aquelas pessoas com roupas coloridas, passando com seus esquis e snowboards pra la e pra ca. Mesmo sem poder ver o sorriso das pessoas, pois estavam cobertas dos pes a cabeca, apenas com os narizes a mostra, dava para ver e sentir que estavam se divertindo. Fiquei por um momento paralisada e sentindo aquela vibracao gostosa, da mesma forma de quando entro em um estadio de futebol. O gramado verde foi susbtituido por neve muito branca e, neste momento, senti falta de estar com alguem para dividir este momento. Olhei para o relogio e ja passava do meio-dia. Voltei a realidade e percebi que todo o processo havia demorado mais que duas horas e isto tirou um pouco do prazer experimentado havia poucos segundos.  Como minha aula comecava as duas horas resolvi almocar e enfrentei  mais um momento burocratico: tira esqui, guarda esqui, guarda bastao, entra no restaurante, tira luva, tira gorro, tira oculos, tira capacete, pega fila, pega bandeja, pega talher, pega comida, pega bebida, estou com calor, poe bandeja no balcao, tira casaco, tira cachecol, pega bandeja, pega fila, deixa bandeja no balcao, pega dinheiro, guarda dinheiro, pega bandeja, procura lugar, procura lugar, procura lugar, coloca bandeja na mesa, senta, almoca, levanta, coloca cachecol, coloca casaco, coloca luva, coloca gorro, coloca capacete, coloca oculos. Agora imaginem a minha preguica quando cheguei na porta do restaurante e, ao sentir o frio que estava la fora, me deu vontade de fazer xixi…

ski

Como ainda faltava quase 1 hora para a minha aula, resolvi experimentar  e descer algumas rampinhas na area para principiantes. Confesso que as criancas foram a minha principal inspiracao. Quando voce ve aqueles pequenos de 5 anos descendo as rampas, voce pensa: “eu tambem posso”. Vendo eles descendo e subindo parece tao simples, mas nao eh. So para se deslocar de uma parte a outra leva um tempao, mas minha vontade de descer era tanta que cheguei rapidinho nas esteiras que te levam ate o alto de uma pequena pista. Levei um tombo logo de cara, pois nao sabia que era preciso projetar seu corpo para frente, como se estivesse forcando a canela na lingua da bota. E aprendi com esta queda um dos primeiros e principais fundamentos do esqui. Fiquei espiando outros alunos e, apos aprender como frear, resolvi descer a primeira rampa e foi mais facil do imaginei. Se for principiante, como eu, recomendo muito as aulas particulares com instrutores. Elas sao importantes para aprender a esquiar sem vicios. Mais ou menos como aprender a dirigir. Entendi que o esqui exige muito dos pes, dos dedos, do tornozelo e pernas. Aprendi que a parte do corpo acima da cintura tem que ficar relaxada (o que foi muito dificil para mim) e que os bastoes devem permanecer sempre com as pontas para baixo para nao machucar ninguem. Mas o principal de tudo eh a consciencia corporal. No esqui se usa partes do corpo, principalmente dos pes, que nao estamos acostumados a usar. E quando voce passa a ter consciencia de que parte deve ser valorizada, tudo fica mais facil, Mas como todo o esporte, treinar eh o fundamental. Em 1 hora e meia de aula consegui descer minha primeira pista “oficial”. Mesmo que seja uma pista nivel iniciante,  nunca imaginei que conseguiria alcancar este resultado em apenas 1 aula. Isso deixou um gostinho de quero mais e, apesar de todas as quedas, roxos e afins, a minha primeira experiencia nos esportes de neve foi maravilhosa e inesquecivel!

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Game, Set and Match Nadal

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Entre os dias 11 e 17 de fevereiro, São Paulo sediou o Brasil Open, o maior evento de tênis do país. E, claro, o Esporte na Mochila esteve presente, acompanhou tudo de perto e conta os melhores momentos aqui para vocês.

O evento esportivo contou com a participação de muitos tenistas do cenário mundial, mas a grande estrela, sem dúvida alguma, foi Rafael Nadal. O tenista espanhol é considerado um dos maiores tenistas de todos os tempos. Entenda: com apenas 26 anos ele já venceu onze títulos individuais de Grand Slam, 21 títulos em torneios ATP World Tour Master 1000. Pela Equipe Espanhola de Copa David venceu as finais de 2004, 2008, 2009 e 2011. Quer mais? Venceu todos os Grand Slams, o que fez dele o sétimo tenista da história e o mais novo na Era Open a realizar esta façanha. Também é o segundo jogador masculino a completar o Golden Slam (vencer os quatro Grand Slams e também os Jogos Olímpicos), depois de nada mais nada menos que  Andre Agassi. Todo o seu sucesso no saibro o fez ganhar o apelido de “Rei do Saibro”, levando muitos especialistas a considerá-lo o maior jogador no saibro da história.

As partidas foram realizadas no Ginásio do Ibirapuera e em duas quadras secundárias e foram alvo de muitas críticas pelos tenistas participantes, os quais alegaram existir muitos buracos e por ser muito rápida para uma quadra de saibro (pó de tijolo). O argentino Horacio Zeballos, que veio a São Paulo depois de faturar em cima de Nadal o ATP de Viña del Mar, no Chile, disse que as quadras não estão condizentes com o nível da disputa e também alfinetou as bolinhas utilizadas na competição: “Estão muito pequenininhas”. O gerente do Brasil Open, Roberto Burigo, admite que houve pouco tempo para a construção da quadra de saibro devido ao UFC São Paulo, realizado em 19 de janeiro. Mesmo tendo sido aprovada pela ATP, pessoalmente, não é difícil perceber a falta de estrutura não só das quadras, mas do próprio Ginásio do Ibirapuera. Ao constatar muitas luzes queimadas, banheiros depredados e péssima qualidade do som dos auto-falantes, também sou obrigada a  concordar com Zeballos e o pior, entretanto, é constatar que a cidade de São Paulo não possui outro lugar para receber eventos de tamanha importância.

Felizmente, a falta de estrutura não impediu que o público lotasse o Ginásio, principalmente nos dias de jogos de Rafael Nadal. Para quem não  sabe ou não acompanha tênis de perto, Nadal veio de uma cirurgia no joelho e buscou durante o torneio ganhar ritmo para voltar a ocupar o primeiro lugar no ranking. Durante os jogos ficou evidente o desconforto e insegurança de sua recuperação da contusão que o tirou das quadras por sete meses. Mesmo sem dar o seu 100%, só a presença de Nadal já é um presente para a torcida. Fãs apaixonados, seja pelo seu talento, por sua simpatia ou por sua famosa “puxadinha na cueca”, lotaram as arquibancadas do Ibirapuera para vê-lo de perto.

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Mesmo com uma atuação tímida de Thomas Bellucci e João Souza (o Feijão), a torcida brasileira pode sentir o gosto da vitória com Bruno Soares. O mineiro conquistou o tricampeonato do Brasil Open neste domingo. Ao lado do austríaco Alexander Peya, o brasileiro venceu o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (5-7), 6/2 e 10-7.

Mas na minha opinião, o grande destaque do Brasil Open foi argentino Martin Alund. Rotulado como a zebra ou “lucky loser” do torneio, Alund conseguiu um feito heróico mesmo tendo sido derrotado por Nadal na semi. Pude assistir pessoalmente a um de seus jogos, nas oitavas de final, onde ali pude perceber sua garra e perseverança,  ao despachar o francês Jeremy Chardy, quarto cabeça de chave do torneio, em partida dramática. Alund deve estar contente, pois além de fazer uma ótima partida encarar Nadal de frente, a partir desta segunda-feira passará a figurar no Top 100 do ranking.

Mesmo ainda se recuperando e resgatando a confiança em seu joelho, o talento, a estrela e a garra de Nadal falaram mais alto. Em apenas 2 semanas de recuperação, 7 meses sem jogar, participou de 2 torneios e chegou a 2 finais. A vitória de 2×0 aqui no Brasil sobre o argentino David Naldabadian foi muito significativa para Nadal e para o tênis, pois significa a volta do grande campeão, um novo recomeço.

O campeão do Brasil Open não foi apenas Nadal, mas o tênis brasileiro. Além  da torcida ter a oportunidade de ver de perto esse fenômeno e de popularizar o esporte no país, foi a chance dos brasileiros conferirem de perto um tênis de alto nível, após uma imensa lacuna desde a aposentadoria de Gustavo Kuerten, em 2008. Mesmo sem nenhum ídolo nacional, a participação de Nadal no torneiro trouxe o Brasil de volta ao cenário mundial e, se souberem aproveitar, pode ser  grande chance de uma nova guinada para o tênis nacional.

Sequência Martin Alund

Sequência Martin Alund

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Corinthians lança livro sobre o seu Bicampeonato Mundial!

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No último dia 28, o Corinthians lançou o livro “BICAMPEÃO DO MUNDO” em uma livraria da capital paulista e, claro, o Esporte na Mochila foi conferir!

A obra é uma parceria entre o time alvinegro e a BB Editora e conta com mais de 300 fotos de Daniel Augusto Jr., o fotógrafo oficial do Corinthians, que já havia lançado os livros dos títulos do Campeonato Brasileiro de 2011 e da Libertadores de 2012, entre outros.

As imagens, distribuídas em pouco mais de 200 páginas, representam a essência da conquista do Mundial de Clubes no Japão e traz os bastidores e lances decisivos que retratam toda a saga da equipe do Parque São Jorge na busca de seu segundo título mundial reconhecido pela Fifa.

Além do autor, do vice-presidente Luis Paulo Rosenberg e do diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, também estavam presentes na noite de autógrafos o técnico Tite e os jogadores Cássio, Zizao e Pato.

Daniel Augusto Jr. autografa livros no lançamento de seu livro sobre a conquista do Bi Mundial do Corinthians

Daniel Augusto Jr. autografa livros no lançamento de seu livro sobre a conquista do Bi Mundial do Corinthians

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Brasil é campeão da Copa América de Futebol de Areia!

Arena - Praia do Gonzaga - Santos/SP

Estive ontem em Santos, litoral paulista, para acompanhar mais um evento esportivo. Vi desta vez o Brasil ser campeão pelo nono ano seguido da Copa América de Futebol de Areia (Beach Soccer). O Brasil venceu o México, com facilidade, por 4 a 2. Destaque para o jogador Buru que marcou 2 gols na partida. A competição também foi marcada pela estreia do ex-jogador Júnior Negão no comando da seleção brasileira.

4o gol brasileiro!

4o gol brasileiro!

Para quem não sabe, o Futebol de Areia surgiu no Brasil e  lá pude sentir como é bacana o clima de uma arena na praia. Fiquei imaginando como seria incrível ver o esporte nas Olimpíadas de  2016, pois combina perfeitamente com as areias cariocas. Mas apesar dos esforços de Joseph Blatter, presidente da FIFA, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu por não inclui-lo nos Jogos do Rio. Na ocasião, o presidente do COI Jacques Rogge, disse que a modalidade poderá entrar no programa, mas apenas depois das Olimpíadas no Brasil.

Uma pena, não é mesmo?

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Esporte na Mochila mais uma vez na Revista do Esporte Clube Pinheiros!

A minha viagem para o Japão em dezembro de 2011 rendeu mais frutos e saiu também na edição de dezembro da Revista do Esporte Clube Pinheiros (foto).

Edição dezembro da Revista ECP

Edição de dezembro da Revista ECP – Diário de Viagem

Como retrospectiva, a Revista do ECP decidiu publicar as melhores fotos do ano na Seção “Diário de Viagem” (“Dica do Leitor”), a qual relata, mensalmente, as aventuras inesquecíveis de seus associados pelo mundo a fora.

Para quem não viu a matéria completa basta clicar no link abaixo:

http://www.ecp.org.br/dicadoleitor/Japão/Christiane_Reis/index.html

http://www.ecp.org.br

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Mundial de Clubes 2012: Grande Final – CorinthiansxChelsea

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Já se passaram algumas horas desde o término do jogo, mas ainda não consigo acreditar no que acabou de acontecer. Desde quando sai do Estádio de Yokohama esta noite, um filme passou pela minha cabeça, começando pelo Mundial do ano passado quando, ao sair daquele mesmo Estádio, senti que a minha história naquele lugar não tinha acabado e que estaria ali outra vez, mas desta vez com o Corinthians. Meu marido cumpriu sua promessa (já o agradeci por isso diversas vezes) e hoje estou aqui, estarrecida, pasma e sem palavras para descrever exatamente o que vi desta noite. Ainda não caiu a ficha de que estava no meio daquela torcida inflamada, atuando como décimo segundo jogador, de que fiz parte da invasão corintiana, a qual será lembrada eternamente, assim como a invasão no Maracanã em 1976. De ver meu time jogar a melhor partida de sua história, com uma atuação de gala, impecável, digna de um campeão do mundo. Posso afirmar, com toda a certeza, que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Para muitos é apenas uma partida de futebol, mas para nós, corintianos, é muito mais que isso. É um marco, a glória, um momento que esperamos por muitos anos. Toda essa loucura pode soar como fanatismo, mas prefiro a palavra paixão. Paixão que move milhares e milhares de “loucos” pelo mundo com o intuito de torcer, empurrar e amar este time mais do que tudo. Hoje, como nunca, tenho orgulho de ser corintiana, orgulho de pertencer ao bando. É impossível resumir este momento único e especial em fotos e videos, pois o que vivi nesta noite só meus olhos e meu coração puderam registrar e jamais serão esquecidos!

É com lágrimas nos olhos que digo: Bi-Campeão!

Vai Corinthians, o mundo agora é nosso!

 

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Mundial de Clubes 2012: Semi-final Corinthians x Al Ahly

Depois de uma viagem longa e cansativa viagem cheguei ao Japão para acompanhar mais um Mundial de Clubes. Ao contrário do ano passado, onde fiz uma parada de 1 dia em Londres para descansar, desta vez vim direto, quase 30 horas de viagem. Resumindo: 24 horas de avião (SP-NY-Tóquio) e mais 5 horas e meia de espera no aeroporto entre um voo e outro, isso sem falar no fuso horário. Toda esta odisséia resultou em uma dor nas costas, ouvido entupido, enjoo, dor de cabeça e sono, muito sono. De qualquer forma, como cheguei um dia antes do primeiro jogo (semi-final), pensei que me recuperaria com uma tranquila noite de sono. Porém, havia esquecido de um fator muito importante: a ansiedade pré-jogo. Dormi pouco depois das 22, mas às 4:30 já não tinha mais sono e a única coisa que pensava era no jogo daquela noite. A única vantagem é que toda essa angústia preliminar me fez esquecer de todos os outros sintomas anteriores.

O combinado era de nos encontrarmos no saguão do hotel por volta das 9:30 da manhã para sairmos rumo a Toyota, local do jogo. Conversando com um e com outro torcedor, pude perceber que eu não era única que tinha dormido pouco, alguns conseguiram cochilar por apenas 1 hora e outros disseram que já não dormiam há dias. Aos poucos o pessoal foi se juntando, cada um com seu jeito e sua forma de torcer. Tinha de tudo, de índio com cocar da Ilha do Bananal a Mosqueteiro. Cada um mandava seu recado do jeito que podia e sabia, seja para filho, neta, esposa ou namorada. Um japonês, funcionário do hotel, também tentou mandar seu recado. Pedia silêncio à torcida corintiana que, claro, não só ignorou como também aproveitou para tirar um sarro e incluir o japa na bagunça. E não pense que ele ficou bravo, acho que até estava gostando da farra. Inclusive, achei os japoneses bem mais flexíveis quanto ao barulho do que no ano passado. E diante desta constatação alguns torcedores chegaram a gritar “El, el, el, os “japa” é da Fiel!”. Enquanto os ônibus não chegavam, a torcida começou a cantar suas canções e hinos para já ir entrando no clima. A cada ônibus que saia se ouvia gritos (inusitados) de “Vai, Corinthians”  vindos de alguns funcionários hotel que monitoravam o embarque dos corintianos.

A viagem até Toyota durou cerca de 5 horas e meia, pois incluiu duas paradas, uma maior de 45 minutos para almoço e outra de apenas 15. Durante o caminho poucos dormiram e a maioria ficou conversando e lembrando as grandes conquistas e os jogadores que passaram pelo clube. No ano passado, com o Santos, chegamos à noite e não consegui vizualizar muito bem o Estádio pelo lado de fora. Mas este ano nos antecipamos e de longe já pudemos avistá-lo, fazendo o coração bater um pouco mais forte. O único ponto negativo foi o estacionamento que estava bem mais longe do que o ano passado e precisamos caminhar cerca de 10 minutos a pé, em um frio intenso, até a entrada do Estádio. Era emocionante ver a fila preta e branca se dirigindo ao Estádio, todos com sorriso no rosto e muito empolgados com este momento tão esperado por todos nós!

Quando chegamos, a Fan Festa (confraternização organizada pela FIFA para os torcedores na porta do Estádio) já estava cheia. E depois de comprar alguns produtos oficiais como recordação da partida e comer e beber alguma coisa, já entramos no Estádio. Para mim, ficar lá fora só aumenta ainda mais minha ansiedade e ver o gramado e sentar no meu lugar me ajuda a aliviar um pouco a angústia da espera. Ainda faltava cerca de 1 hora e meia para o jogo começar e ficamos conversando e vendo a partida entre Hiroshima e Ulsan Hiunday. Faltando cerca de meia hora para o inicio do jogo já era possível ver que a união de todos os corintianos que vimos chegar nos aeroportos, seja ao vivo ou pela mídia. Falando em mídia, alguns veículos de comunicação veicularam noticias irreais, questionando a “invasão corintiana”. Só quem não estava lá dentro do estádio ou ficou incomodado e despeitado com a nossa torcida (o que não é novidade nenhuma) para constatar que não tinha pelo menos 20 mil torcedores alvi-negros (estou sendo modesta) ali no Estádio de Toyota que, de tão cheio, mais parecia o Pacaembú. Ver ao vivo a torcida vibrando, gritando e empurrando o Timão foi um dos momentos mais incríveis que já presenciei. E mesmo o Corinthians não tendo feito uma boa partida, não impediu que o gol do Guerrero resultasse em uma explosão de emoção que me levou, inclusive, às lágrimas! Momento inesquecível que levarei pra sempre comigo!

E que venha a sonhada final contra o Chelsea, mal posso esperar!!!

Vai, Corinthians!!! Contra tudo e contra todos!!!

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Mundial de Clubes 2012: Tóquio aqui vou eu!

Chegou o dia e a hora de partir rumo à Tóquio com a nobre missão de acompanhar mais um Mundial de Clubes. Corinthians é o time da vez e não posso (e consigo) esconder de ninguém a minha grande euforia. Muitos já sabem, mas agora anuncio que este é o meu time do coração. Não porque aprendi a torcer, mas porque já estava no meu DNA. Cada dia acredito mais na teoria e no jargão que diz: “Corinthiano não vira, nasce!” Pois é, nasci em um lar corintiano e nunca me arrependi, ao contrário, tenho o maior orgulho da minha família e do meu time.

Logo no aeroporto já pude notar que a expressão “invasão corintiana”, utilizada nos últimos dias pelas pessoas e pela imprensa, não é exagerada. Cheguei com as normais 3 horas de antedência e a fila para o check-in já estava kilometrica e 95% dela era composta de torcedores alvinegros. Cerca de 20 mil corintianos estão previstos para empurrar o time das arquibancadas dos estádios de Toyota e Yokohama. A alegria e a paixão desses torcedores impressiona e surpreende a todos, até mesmo a própria Fifa. A Federação ressaltou publicamente, na presença da imprensa mundial, a mobilização dos torcedores do time paulisa e disse ter ficado surpresa com a enorme quantidade de e-mails que recebeu solicitando informações sobre a compra de ingressos para o Mundial.

Tudo isso me fez refletir sobre essa paixão que faz milhares de pessoas abdicarem de suas economias, sua moto, seu carro e até mesmo do seu emprego para empurrar seu time do coração do outro lado do mundo. Estou longe de criticar as atitudes de quem quer que seja, eu inclusive me incluo nessa. Mas confesso que me intriga muito esse amor e essa loucura que nos move. A todo momento, seja no salão de embarque ou dentro da aeronave, é possível se ouvir gritos de “Vai, Corinthians!”. Independente de qual seja o seu time, a única certeza é que o Japão e o mundo irão apreciar uma das maiores festas do futebol, protagonizada por esta massa louca. Louca pelo Corinthians e pelo bom futebol!

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Ex-goleiro palmeirense Marcos autografa sua biografia “Nunca fui Santo”

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Ontem, o Esporte na mochila esteve na sessão de autógrafos da biografia de Marcos, um ícone da história do futebol paulista e mundial, por sua atuação como goleiro do Palmeiras e também na seleção brasileira, inclusive na conquista do Penta.

O ex-jogador autografou sua biografia juntamente com o escritor da obra, o jornalista Mauro Beting. As 168 páginas do livro contam histórias da vida do ex-goleiro, dentro e fora dos campos, e não deixa de ser uma declaração de amor ao Palmeiras, time do seu coração, para o qual sempre torceu e admirou.

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A sessão de autógrafos aconteceu em uma livraria de um shopping em São Paulo e contou com cerca de quatro mil torcedores palmeirenses que gritavam seu nome e faziam muito festa para o eterno e grande herói palmeirense.

Nunca fui Santo é o depoimento sincero de um esportista que, com seu jeito bem-humorado e simples de ser e falar, conquistou admiração e respeito de todas as torcidas do Brasil.

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