Londres – Dia 2

Beleza e tranquilidade na pequena Manchester Square

Beleza e tranquilidade na pequena Manchester Square

Ao contrário de ontem, hoje Londres amanheceu fria e chuvosa. Cheguei a pensar em mudar o meu roteiro de hoje, que seria uma longa caminhada pelos bairros de  Mayfair e Marylebone, por um dia dentro de museus e galerias. Mas ainda bem que não troquei, pois ainda pela manhã o céu abriu e deixou Londres ainda mais linda e ensolarada. O tempo estava tão agradável que acabei estendendo meu passeio aos bairros do Soho, Chinatown e Covent Garden.

Dorchester Hotel, localizado na elegante Park Lane

Dorchester Hotel, localizado na elegante Park Lane

Como disse no post anterior, meu ponto de partida será sempre o Hyde Park Corner, onde está situado meu hotel. Parti dali e andei por toda a extensão da Park Lane, que vai do Hyde Park Corner até Marble Arch. Nela é possível caminhar, acompanhado do Hyde Park à sua esquerda, e apreciar lindos e luxuosos hotéis, como o Dorchester, apartamentos sofisticados e lojas de carros como Auston Martin, BMW e Mini. Chegando ao Marble Arch, virei à direita na Oxford Street, uma das ruas mais populares e lotadas de Londres, onde estão concentradas grande parte do comércio e lojas de departamento da cidade. Caminhei por alguns minutos pela Oxford Street até virar à esquerda na Baker Street, a rua onde o escritor Sir Arthur Conan Doyle residiu seu personagem mais célebre, o detetive Sherlock Holmes. Caminhei por ela até chegar ao número 221b,  no Sherlock Holmes Museum. O Museu, aberto em 1990 e localizado em uma antiga casa vitoriana, reproduz sua moradia e de Doctor Watson como retratada nos livros. É preciso comprar o ticket (8 Libras) em uma loja ao lado, onde também podem ser encontrados souvenirs, como réplicas de sua peculiar boina xadrez e cachimbos. A fila para visitar o museu estava um pouco extensa e só indico enfrentá-la caso você seja grande fã dos livros de Sherlock. Caso contrário, vale a pena visitar apenas a loja e tirar uma foto na frente do Museu.

Museu Sherlock Holmes

Museu Sherlock Holmes

Se for fã dos Beatles, aproveite a ida ao Museu do Sherlock para visitar uma loja chamada London Beatles Store, com diversos produtos inpirados na banda e em suas músicas. Esta loja me fez lembrar da proximidade da Baker Street com a Abbey Road e a famosa faixa de pedestres. São cerca de 15/20 minutos de distância caminhando, mas que pode ser encurtada indo de metrô. Basta entrar na estação Baker, andar uma estação ao norte na Jubilee Line (cinza) e descer na St. John’s Wood. Saindo desta estação basta seguir pela Grove End Road por cerca de 5 minutos e logo já vai avistar o cruzamento com a Abbey Road, a faixa de pedestres e o Abbey Road Studio.

Abbey Road Studios e a famosa faixa de pedestres eternizada pelos Beatles

Abbey Road Studios e a famosa faixa de pedestres eternizada pelos Beatles

Fui e voltei em meia hora, mas se preferir continuar o roteiro no bairro de Marylebone, é só retornar pela Baker Street a Marylebone Road e quase que na esquina encontrará outro destino bastante procurado pelos turistas em Londres: o museu de cera de Madame Tussaud. Ali você encontra inumeras personalidades de fama internacional retradas em bonecos de cera de tamanho real e com uma riqueza de detalhes que impressiona. Recomendo comprar ingressos antecipadamente, pois as filas estavam enormes. Como já conheci o Madame Tussaud em Amsterdam, achei melhor continuar minha caminhada pela movimentada Marylebone Road.

Quase em frente a Royal Academy of Music, só que do outro lado da rua, começa uma rua super charmosa para passear, comprar ou comer alguma coisa chamada Marylebone High Street. Parece que você está no bairro do West Village em NYC, porém com um toque geogiano, uma espécie de “vila urbana” dentro de Londres. Dali visitei  uma praça linda chamada Manchester Square, em frente ao Wallace Collection. Vale a pena gastar seu tempo neste miolo, é calmo e tranquilo, além de muito charmoso. Dali cheguei à Oxford Street novamente e em poucos minutos já estava no Oxford Circus, um cruzamento supermovimentado e onde começa um outra grande rua de comércio, a Regent Street.

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Em uma travessa desta rua está localizado o ponto alto do meu dia, o restaurante que escolhi para almoçar, o Sketch. Situado no número 9 da Conduit Street, este restaurante comandado pelo superchef parisiense Pierre Gagnaire tem vários ambientes, dentre eles o The Parlour, o único que abre para café, almoço, chá da tarde e jantar. Recomendo meu pedido de ponta a ponta, pois foi incrível: Para beber o drink alcoholfree Perfect Passion, delciosa mistura de suco de pessêgo e maracujá, Macaroni Cheese com mixed salad e uma torta linda e deliciosa chamada Royal Rose. Mas a parada obrigatória do Sketch é o banheiro. É praticamente uma atração turística de tão incrível e diferente. Parece um cenário de filme de ficção científica! O teto é composto por mosaicos quadrados e coloridos e o mais interessante são os vasos sanitários dentro de grandes “ovos” brancos. Imperdível!

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Soho

Soho Square

Como ainda estava cedo quando sai do Sketch, resolvi percorer os bairros de Chinatown e Soho, vizinhos a Mayfair, onde fica o restaurante. Para chegar à principal rua de comercio do bairro chines, a Gerrard Street, basta atravessar a Regent Street, passar por Picadilly Circus (sempre lotada e com a famosa estatua do cupido) e caminhar pela Shaftesbury por alguns minutos. A rua Gerrard, com seus belos portais, fica paralela a esta.  As lojas e os restaurantes típicos são fruto de imigrantes chineses que se fixaram na região por volta da década de 50, provenientes da China ou do bairro de Limehouse, na parte leste de Londres, onde ainda existe uma grande comunidade chinesa. De volta à Shafferbury St., subi pela Greek St até a Soho Square, e apenas neste pequeno trecho já pude sentir e ver o que é o bairro de Soho. Um bairro conhecido como descolado e centro da cena gay londrina,  tem vida noturna agitada, cheia de bares, pubs e restaurantes.  A poucas quadras dali, atravessando a avenida Charing Cross (cheia de livrarias), está o famoso distrito de Covent Garden, meu ultimo destino do dia. O nome vem de um convento que existiu no local e por cerca de 300 anos era o principal Mercado de frutas e verduras de Londres. Atualmente, é famosa pelos teatros, comércio e artistas de rua. Vale a pena passear pelos arredores, principalmente pela Long Acre e Neal St, uma rua sempre movimentada e repleta de lojas bacanas e que chega ao Covent Garden Market. Neste Mercado é possível encontrar de tudo, desde artesanato a loja de cosméticos da Chanel. Destaque para uma loja imensa da Apple em frente ao Mercado e a uma filial da francesa Laduree, onde encerrei meu segundo dia, saboreando deliciosos macarons enquando apreciava o movimento local.

A sempre cheia Neal Stree, em Covent Garden

A sempre cheia Neal Stree, em Covent Garden

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Categorias: Europa, Viagem | 4 Comentários

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4 opiniões sobre “Londres – Dia 2

  1. Andrea

    Chris, seus posts estão ficando ótimos! Um dia quando voltar a Londres vou consulta-los! Bjs, Andrea

  2. Ricardo

    Realmente retrata com perfeição ímpar a visão urbana e bucólica desta cidade apaixonante..
    Parabéns pelos posts recheados de informações.

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