Mundial de Clubes 2012: Semi-final Corinthians x Al Ahly

Depois de uma viagem longa e cansativa viagem cheguei ao Japão para acompanhar mais um Mundial de Clubes. Ao contrário do ano passado, onde fiz uma parada de 1 dia em Londres para descansar, desta vez vim direto, quase 30 horas de viagem. Resumindo: 24 horas de avião (SP-NY-Tóquio) e mais 5 horas e meia de espera no aeroporto entre um voo e outro, isso sem falar no fuso horário. Toda esta odisséia resultou em uma dor nas costas, ouvido entupido, enjoo, dor de cabeça e sono, muito sono. De qualquer forma, como cheguei um dia antes do primeiro jogo (semi-final), pensei que me recuperaria com uma tranquila noite de sono. Porém, havia esquecido de um fator muito importante: a ansiedade pré-jogo. Dormi pouco depois das 22, mas às 4:30 já não tinha mais sono e a única coisa que pensava era no jogo daquela noite. A única vantagem é que toda essa angústia preliminar me fez esquecer de todos os outros sintomas anteriores.

O combinado era de nos encontrarmos no saguão do hotel por volta das 9:30 da manhã para sairmos rumo a Toyota, local do jogo. Conversando com um e com outro torcedor, pude perceber que eu não era única que tinha dormido pouco, alguns conseguiram cochilar por apenas 1 hora e outros disseram que já não dormiam há dias. Aos poucos o pessoal foi se juntando, cada um com seu jeito e sua forma de torcer. Tinha de tudo, de índio com cocar da Ilha do Bananal a Mosqueteiro. Cada um mandava seu recado do jeito que podia e sabia, seja para filho, neta, esposa ou namorada. Um japonês, funcionário do hotel, também tentou mandar seu recado. Pedia silêncio à torcida corintiana que, claro, não só ignorou como também aproveitou para tirar um sarro e incluir o japa na bagunça. E não pense que ele ficou bravo, acho que até estava gostando da farra. Inclusive, achei os japoneses bem mais flexíveis quanto ao barulho do que no ano passado. E diante desta constatação alguns torcedores chegaram a gritar “El, el, el, os “japa” é da Fiel!”. Enquanto os ônibus não chegavam, a torcida começou a cantar suas canções e hinos para já ir entrando no clima. A cada ônibus que saia se ouvia gritos (inusitados) de “Vai, Corinthians”  vindos de alguns funcionários hotel que monitoravam o embarque dos corintianos.

A viagem até Toyota durou cerca de 5 horas e meia, pois incluiu duas paradas, uma maior de 45 minutos para almoço e outra de apenas 15. Durante o caminho poucos dormiram e a maioria ficou conversando e lembrando as grandes conquistas e os jogadores que passaram pelo clube. No ano passado, com o Santos, chegamos à noite e não consegui vizualizar muito bem o Estádio pelo lado de fora. Mas este ano nos antecipamos e de longe já pudemos avistá-lo, fazendo o coração bater um pouco mais forte. O único ponto negativo foi o estacionamento que estava bem mais longe do que o ano passado e precisamos caminhar cerca de 10 minutos a pé, em um frio intenso, até a entrada do Estádio. Era emocionante ver a fila preta e branca se dirigindo ao Estádio, todos com sorriso no rosto e muito empolgados com este momento tão esperado por todos nós!

Quando chegamos, a Fan Festa (confraternização organizada pela FIFA para os torcedores na porta do Estádio) já estava cheia. E depois de comprar alguns produtos oficiais como recordação da partida e comer e beber alguma coisa, já entramos no Estádio. Para mim, ficar lá fora só aumenta ainda mais minha ansiedade e ver o gramado e sentar no meu lugar me ajuda a aliviar um pouco a angústia da espera. Ainda faltava cerca de 1 hora e meia para o jogo começar e ficamos conversando e vendo a partida entre Hiroshima e Ulsan Hiunday. Faltando cerca de meia hora para o inicio do jogo já era possível ver que a união de todos os corintianos que vimos chegar nos aeroportos, seja ao vivo ou pela mídia. Falando em mídia, alguns veículos de comunicação veicularam noticias irreais, questionando a “invasão corintiana”. Só quem não estava lá dentro do estádio ou ficou incomodado e despeitado com a nossa torcida (o que não é novidade nenhuma) para constatar que não tinha pelo menos 20 mil torcedores alvi-negros (estou sendo modesta) ali no Estádio de Toyota que, de tão cheio, mais parecia o Pacaembú. Ver ao vivo a torcida vibrando, gritando e empurrando o Timão foi um dos momentos mais incríveis que já presenciei. E mesmo o Corinthians não tendo feito uma boa partida, não impediu que o gol do Guerrero resultasse em uma explosão de emoção que me levou, inclusive, às lágrimas! Momento inesquecível que levarei pra sempre comigo!

E que venha a sonhada final contra o Chelsea, mal posso esperar!!!

Vai, Corinthians!!! Contra tudo e contra todos!!!

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Categorias: Esporte, Esporte + Viagem, Japão | Tags: , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

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Uma opinião sobre “Mundial de Clubes 2012: Semi-final Corinthians x Al Ahly

  1. rica

    aguardamos posts diários!!!!sobre RYOKAN….COME ON BLUES ….ou será vai curinthia!!!

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