Arquivo do mês: abril 2012

Dica do Leitor – Esporte Clube Pinheiros

As diversas possibilidades do turismo japonês

O Diário de Viagem, seção criada há três meses, para os pinheirenses indicarem roteiros turísticos, desembarca, pela primeira vez, no continente asiático. A terra do sol nascente e terceira maior economia do mundo se apresenta, nas fotos, como um dos destinos mais surpreendentes e curiosos.

Confira a galeria abaixo

Fotos e legendas: Christiane Reis

Unir, com harmonia, tradição e modernismo, paisagens naturais com tecnologia e jovens com adultos, é apenas alguns dos ensinamentos da tradição japonesa. Em dezembro de 2011, a advogada pinheirense Christiane Reis teve o privilégio de conferir de perto essa cultura. A viagem, que teve início na supermegalópole Tóquio, passou por cenários espetaculares. Além da capital japonesa, a pinheirense conheceu Monte Fuji, Hakone, Kyoto e clicou lugares, como o Santuário Meiji, Pavilhão Dourado e o Palácio Imperial. Já a rotina dos moradores foi fotografada em casamento, encontro de cosplayers e carruagem oficial.

Depois de apenas oito dias, Christiane voltou completamente apaixonada. “Foi uma experiência incrível e única”, define a associada, que até criou um blog para falar de esportes e viagens (www.esportenamochila. wordpress.com ).

“O povo japonês foi o que mais me impressionou, principalmente pela generosidade, organização, hospitalidade e a sensação de segurança que transmite. Aprendi muito e a forma de retribuir é compartilhando tudo isso com as pessoas.”

viaDica do Leitor.

Anúncios
Categorias: Japão, Viagem | Deixe um comentário

Dois dias em Santiago do Chile (Segundo dia)

Parque Bicentenário

O nosso segundo dia em Santiago foi marcado pela beleza dos parques e de como é bom estar ao livre na capital chilena. No primeiro dia pudemos conhecer e explorar o maior deles: o PMS – Parque Metropolitano de Santiago. Mas à medida que caminhamos e conhecemos mais a cidade, notamos que ela é repleta de áreas verdes, principalmente próximo ao curso do Rio Mapocho, o qual cruza praticamente toda cidade, como é o caso do Parque Bicentenário, localizado no Bairro Vitacura.

Nosso dia começou no  Parque Arauco, o shopping mais famoso do Chile. Vale a pena a visita mesmo que o objetivo de sua viagem não seja comprar, pois o seu grande diferencial é um “boulevard” ao livre com muitas opções gastronômicas e de entretenimento como cinema, teatro e pista de patinação no gelo. O shopping está localizado na parte nordeste de Santiago, em um bairro chamado El Golf. A parte alta do bairro, onde está o Parque Arauco e  as famosas avenidas Isidora Goyenechea e El Bosque, recebeu este nome devido à proximidade do Clube de Golf Los Leones. Trata-se de um bairro luxuoso, repleto de restaurantes, cafés e hotéis cinco-estrelas. Pouco restou do passado residencial da área e a maioria das antigas mansões e casas luxuosas se transformaram hoje em restaurantes. A parte baixa do bairro El Golf foi apelidada de “Sanhattan”, uma mistura dos nomes Santiago e Manhattan, pois é conhecida como a nova zona financeira da cidade. Entre os prédios comerciais mais conhecidos estão o moderno “Titanium”, repleto de vidros e espelhos, e o megaprojeto Costanera Center, um edificio de 60 andares, ainda em construção, mas que promete ser o prédio mais alto da América do Sul. O bairro El Golf, também conhecido como Las Condes, ainda conta com um Centro Cultural (Centro Cívico e Teatro Municipal): um conjunto supermoderno concluído em 2012 e que conta com locais para exposições e um teatro subterrâneo com 800 lugares.

Um pouco mais ao norte  está o bairro de Vitacura. O nome deste bairro está relacionado com a chegada dos incas, quando uma parte deles se instalou na margem do Rio Mapocho e um dos caciques mais importantes convocado por Pedro Valdivia, o fundador de Santiago, foi “Butacura” (que significa “pedra grande”). Atualmente, o bairro é conhecido com a zona residencial mais exclusiva e ocupada pela elite de Santiago. Neste bairro está a avenida Alonso de Córdova, a “Rodeo Drive” ou “Oscar Freire” da cidade, onde em uma extensão de aproximadamente 1 km estão localizadas lojas de grifes poderosas como “Louis Vuitton” e “Longchamp”, além de diversas galerias de arte e a sede do CEPAL (Comissão Ecônomica para a América Latina e Caribe), um organismo da ONU, que ocupa um lindo prédio projetado pelo arquiteto chileno Emilio Duhart. Para apreciadores da boa gastronomia uma dica é visitar restaurantes badaldos localizados da Avenida Nueva Costanera, como La Mar, OX e Terra Noble (fui jantar e recomendo).

Parque Bicentenário

Restaurante Mestizo visto do Parque Bicentenário

Depois de conhecermos o Parque Arauco nos dirigimos ao Parque Bicentenário, localizado no bairro de Vitacura. Esta ampla área verde às margens do rio Mapocho conta com lagoas e trilhas, além de cadeiras e guarda-sóis gratuitos, para sentar, descansar e apreciar a paisagem. O parque funciona como palco para diversos eventos ao ar livre, dentre eles feiras de artesanato. Apenas uma observação para quem gosta de artesanato: uma ótima dica é visitar o Pueblo Los Dominicos, um complexo com cerca de 160 pequenas lojas e /ou ateliês de artesãos. Está localizado a 5 estações de Metrô da estação “El Golf” e os melhores dias para visitar são sábado e domingo, pois concide com a celebração de missas na Iglesia Los Dominicos, a qual está representada na nota de 2 mil pesos e é considerada patrimônio nacional. Após nosso passeio pelo Parque Bicentenário, fomos almoçar no restaurante Mestizo. A comida é boa, e o seu grande diferencial é a incrível vista para o Parque!

Concha y Toro

Dali seguimos direto para a vinícola Concha y Toro. Não preciso ser nenhuma especialista para saber da  fama dos vinhos chilenos e seria um pecado não conhecer mais de perto essa “preciosidade”. A boa reputação dos vinhos chilenos no mercado internacional é relativamente recente.  Tudo isso se deve ao “terroir” chileno, ou seja, uma mistura de fatores (relevo, solo, clima,etc.) que fazem com quem o Chile tenha condições quase que perfeitas para produzir vinhos de altíssima qualidade. E foi diante deste potencial que, nos anos 90, produtores de países como França, Austrália e Estados Unidos se juntaram a vinicultores locais e investiram pesado em tecnologia. Inclusive, à titulo de curiosidade, existe uma uva de nome Carmènere que já foi extinta por uma praga há tempos na França e que hoje só é encontrada no Chile e em nenhum outro lugar do mundo. O motivo desta exclusividade chilena se dá graças a Cordilheira dos Andes, que funciona como “cofre” da uva e a mantém  segura do ataque desta praga, pois é o único lugar do mundo onde ela não consegue ultrapassar. Hoje são cerca de 100 vinicolas e a maioria está localizada a menos de 1 hora de Santiago e muitas delas estão abertas para visitação, como a Concha y Toro, Santa Rita, Cousiño Macul e Undurraga. Para tanto, basta mandar um e-mail ou telefonar para marcar um horário e conhecer as plantações, acompanhar de perto a sua produção e, por fim, degustar os vinhos. A Concha y Toro possui algumas opções de visitas com guias em inglês ou espanhol. Fizemos a básica, que dura praticamente 1 hora. Nela pudemos experimentar as uvas diretamente da parreira, além de conhecer as dependências da vinicola (inclusive o porão onde “descansa” o famoso vinho Casillero del Diablo)  e adquirir produtos e garrafas com preços especiais. Ali encerramos as nossas 48 horas em Santiago e, em breve, voltaremos para conhecer as muitas outras atrações que o Chile tem para nos oferecer.

Casillero del Diablo – Concha y Toro

Categorias: América do Sul, Viagem | Tags: , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

Dois dias em Santiago do Chile (Primeiro dia)

Vindo de São Paulo, o voo até Santiago dura em média 4 horas. Já é possível vizualizar do avião a marca registrada da cidade: a Cordilheira dos Andes. A fileira de montanhas, que em grande parte do ano está com seus picos cobertos de neve, pode ser vista de toda a cidade e tem função de bússola para os turistas: se a Cordilheira estiver à sua direita, você está mirando o norte e se estiver à sua esquerda, o sul. A viagem de taxi do aeroporto Comodoro Arturo Merino Benitez até o centro da cidade  dura mais ou menos 30 minutos. A capital chilena, com seus 5,5 milhões de habitantes, é esparramada e com construções não muito altas, já que o custo para construir prédios é muito cara, pois precisam de tecnologia para proteção contra os terremotos que ocasionalmente atingem o país. Outro traço marcante na paisagem da cidade é a poluição. Nada que assuste uma paulistana como eu, mas como podem notar na foto acima, a densa camada de sujeira pode atrapalhar a beleza de uma foto. Por ser plana, a melhor forma de desbravar a cidade é a pé. Mas para percorrer grandes distâncias, a forma mais rápida e barata é o metrô, que possui linhas e estações bem próximas dos principais monumentos e locais de interesse dos turistas. No entanto, em horários de pico e à noite é melhor que se utilize os taxis, numerosos pela cidade e normalmente não muito caros. Outra forma de transporte, que eu utilizei e recomendo é o turistik. Trata-se de um ônibus de turismo de dois andares com o sistema “hop on/hop off”, de onde é possível subir e descer quantas vezes quiser durante o trajeto que inclui 13 paradas nas principais atrações da cidade.

Começamos nosso primeiro dia na “La Chascona”, uma das casas do escritor chileno Pablo Neruda. Ali o poeta e vencedor do prêmio nobel de literatura viveu até sua morte com sua terceira e última esposa Matilde. O mar foi a grande inspiração de Neruda na construção desta casa, a qual deu o apelido de “La Chascona” (descabelada) em homenagem à vasta cabeleira de sua amada. Vale a pena conhecer, mas é preciso reservar previamente sua visita por telefone ou através do site da Fundação Neruda (http://www.fundacionneruda.org/en/la-chascona/address.html).

Funiculare

Logo em seguida, cerca de 200m dali, já está a entrada do funiculare que nos levou ao alto do Cerro San Cristóbal (é possível também subir de carro, a pé ou bicicleta). O morro, com seus 860m de altura, é na verdade um Parque (PMS – Parque Metropolitano de Santiago) que oferece a seus visitantes, além de uma maravilhosa vista da cidade, muitas outras atrações, tais como zoológico, piscinas públicas, jardins, museus e restaurantes, além da famosa estátua da “Virgen de la Inmaculada”. O Parque é imenso e conta com um público muito diversos: idosos, adultos, crianças, ciclistas, corredores e como era “viernes santo”(sexta-feira santa) também muitos cristãos acendendo suas velas e fazendo suas orações. Apenas uma observação quanto ao feriado:  o Chile é um país cuja maioria da população é católica e, por isso, grande parte do comércio de rua e restaurantes não abrem na sexta e alguns no sábado e domingo também. Fica a dica para você que está programando sua viagem para Santiago nesta data.

Mercado Central

Restaurante Donde Augusto

Assim que descemos o morro, pegamos nosso ônibus da turistik e seguimos rumo ao Mercado Central. Em nosso caminho passamos pelas ruas do bairro Bellavista, conhecido como polo cultural de Santiago, com diversos teatros, cafés, restaurantes e pubs. Muitos deles estão concentrados no Patio Bellavista, um centro gastrônomico e de compras, muito interessante para se conhecer e visitar principalmente à noite. Ao chegar ao Mercado Central nos deparamos com uma construção térrea e de estilo neo-clássico, o qual foi criado inicialmente para servir de centro exposições de artistas nacionais, mas que em 1872 foi inaugurado como Mercado. O local estava cheio por conta do feriado, pois todos (chilenos e turistas) queriam apreciar os pratos com peixes e mariscos preparados pelos restaurantes que funcionam na praça interna do Mercado. O mais famoso deles, o Donde Augusto, foi a nossa opção e lá pude provar o congrio, peixe tradicional da região na cia de um belo e refrescante vinho branco.

Palacio de la Moneda

Após nosso delicioso almoço, partimos rumo ao centro histórico, mais precisamente até a “Plaza de la Constituición”. Em torno desta esplanada triangular é possível encontrar alguns dos prédios mais importantes ligados ao Poder Executivo Chileno, dentre os quais destaco o “Palacio de la Moneda”, a sede da presidiência do Chile. Apesar da sua aparência imponenente e neo-clássica, o seu interior, que também pode ser visitado, recebe uma decoração contemporânea e conta também com um Centro Cultural que abriga mostras internacionais e show de artistas chilenos. Em frente ao Palácio acontece a troca da guarda a cada dois dias, às 10 da manhã.

Saindo da “Praça de la Constituición” rumo à “Plaza de Armas” é impresíndivel passar pelos calçadões do centro, principalmente nos Paseos Ahumada e Huérfanos. A maioria das lojas estavam fechadas pelo feriado, mas tivemos a sorte de conferir e comprovar o famoso “cafés con piernas” no Café Haiti. São célebres e respeitáveis estabelecimentos chilenos onde clientes (homens e mulheres) são servidos por garçonetes com minissaias.

Catedral Metrpolitana

Continuando nossa caminhada pelo Paseo Ahumada, nos deparamos com outra famosa praça da capital chilena, a “Plaza de Armas”, o marco zero e centro simbólico de Santiago. Foi projetada de acordo com a tradição espanhola de reservar um quarteirão da cidade para desfiles e agora é um ponto de encontro de estudantes, pregadores, artistas de rua e pedintes. Ali é possível contemplar os edificios históricos mais relevantes da cidades: a Catedral Metropolitana, a Prefeitura de Santiago, o Correio Central, o ex- Congresso Nacional, o Tribunal de Justiça, o Palácio de la Real Audiencia, o Museo Chileno de Arte Precolombiano e a Casa Colorada. O único local que pudemos entrar  e visitar foi a Catedral Metropolitana, onde estava acontecendo uma missa. Destaque para suaporta de entrada que foi esculpida por jesuitas e para o altar todo de mármore, bronze, lápis-lazúli (pedra semi-preciosa encontrada apenas nos Andes e no Afeganistão) e prata, trazido de Munique-Alemanha em 1912.

Ruas arborizadas e tranquilas no bairro da Providencia

Por fim, seguimos a pé pela Rua Compañia Merced desde a “Plaza de Armas” até o Cerro Santa Lucía, colina onde foi fundada em 12 de fevereiro de 1541 por Pedro de Valdivia a cidade de Santiago. O principal acesso é pela Avenida Alameda através  da escadaria que sai da “Plaza Neptune”. Dali é possível avistar no alto da colina o “Castillo Hidalgo”, erguido pelos realistas na guerra de independência entre os anos de 1814 e 1817. Ali, pegamos o turistik e seguimos em direção ao nosso hotel, no bairro Los Condes (que tratarei no próximo post) e no trajeto passamos pelo bairro da Providencia, famoso por suas ruas tranquilas e arborizadas, com muitas lojas, restaurantes e cafés. Na Providencia, destaco o Bar Liguria, com três endereços no mesmo bairro, atrai gente de todas as tribos oferecendo aperitivos, sanduíches e frios até 2 da manhã nos dias de semana e 5 da manhã nos fins de semana.

Categorias: América do Sul, Viagem | Tags: , , , , , , | 4 Comentários

Próximo destino: Santiago do Chile!

 

A primeira coisa que me vem à cabeça quando penso em Santiago é vinho. E não é para menos, já que o clima e o solo desta região  favorecem para que vinhedos produzam uvas de ótima qualidade e forneçam vinhos com prestígio internacional. Para provar que a bebida não é a protagonista, mas apenas mais uma personagem, me dedicarei a detalhar nos próximos posts as muitas outras atrações que conhecerei em minhas 48 horas na capital chilena e provar que há muito mais o que fazer e descobrir em Santiago do que só vinícolas e degustações. Até a volta!

 

 

Categorias: América do Sul, Viagem | Deixe um comentário

Suki-shabu – Restaurante Rangetsu of Tokyo – São Paulo/SP

Na última sexta fui conferir o suki-shabu do restaurante Rangetsu of Tokyo. O prato é uma mistura dos pratos tradicionais japoneses sukiyaki e shabu-shabu, ambos feitos de carne bovina. O grande diferencial do Rangetsu é que a carne utilizada é Kobe, muito mais saborosa e macia. Ela é preparada como no shabu-shabu, em uma panela aquecida com fogareiro na própria mesa, e ao invés de água quente, é utilizado o molho do sukiyaki, à base de shoyu, mirim (saquê doce), saquê e açúcar/sal. Na panela também são misturados outros ingredientes, tais como legumes, cogumelos e tofu. O Rangetsu of Tokyo  é uma filial brasileira e paulistana de um restaurante com o mesmo nome em Ginza, Tokyo. Amei o prato, totalmente aprovado e recomendado!

 

Restaurante Rangetsu of Tokyo

Endereço: Avenida Rebouças, 1.394, Pinheiros, São Paulo-SP

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 12h às 14h30 e 18h30 às 23h; sábado, das 18h30 às 23h

Estacionamento: com manobrista – R$ 10,00 somente no jantar, no almoço é grátis.

Site: www.rangetsu.com.br

Telefones: (11) 3085-6915 e (11) 3085-7946

 

Categorias: Destinos Nacionais, Japão, Restaurantes, Viagem | Tags: , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Seção “Diário de viagem” – Revista do Esporte Clube Pinheiros – Abril 2012

Esporte na mochila na seção “Diário de Viagem” da Revista do Esporte Clube Pinheiros. A revista destaca os destinos e atrações que conheci em minha viagem ao Japão. Vale a pena conferir!

Categorias: Esporte, Esporte + Viagem, Japão, Viagem | Tags: , , , , | 7 Comentários

Blog no WordPress.com.