Minhas impressões de Kyoto (Japão) – Parte I

Kyoto foi o último lugar que conhecemos e não tinha uma forma melhor de encerrarmos essa viagem incrível! Como era um passeio opcional do nosso pacote, deixá-la por último não foi proposital, mas se estiver programando uma viagem ao Japão, faça com que este seja o seu último destino, caso contrário, sem demérito às outras cidades japonesas, perderão a graça. Achava um pouco de excesso das pessoas quando me diziam que se não fosse à Kyoto era como se não tivesse conhecido o Japão. Mas o que julgava antes um exagero, hoje faço como minhas palavras. A única coisa que aconselho e que não consegui fazer foi ficar pelo menos 3 dias por lá, pois o que vi em apenas um dia não é nem 1/3 (um terço) do que essa cidade pode oferecer, mas foi o suficiente para me apaixonar por ela. Já fiz um post sobre Kyoto aqui no blog do que esperava conhecer por lá (https://esportenamochila.wordpress.com/2011/11/30/kyoto/), mas neste aqui vou retratar minhas experiências pessoais, relatando o que lá vi e vivi. Com certeza terei de fazer mais de um post, pois tenho muita coisa bacana e interessante pra falar.

Trem-bala (shinkansen)


Saímos de Tóquio ainda de madrugada rumo à estação Shinagawa Station de onde parte o trem-bala (Shinkansen) com destino à Kyoto. Também é possível chegar à cidade de ônibus, trem ou avião, descendo na cidade mais próxima (Osaka), já que não conta com aeroporto próprio. Mesmo não sendo a forma mais barata, pois cada passagem (ida e volta) pode custar até 13.000 ienes (aprox. R$325,00- dependendo da classe, disponibilidade, etc.) é o meio mais prático e rápido, principalmente no nosso caso que passamos apenas o dia. O trem-bala (Shinkansen) também sai das estações Tokyo Station e Shin-Yokohama Station. No ticket está a data, o horário, o nome e número do seu trem, bem como o número do assento. É bom verificar com antecedência e muita atenção essas informações, pois ao chegar à estação é preciso usar esses dados para saber de qual plataforma sai o seu trem. Se não estiver na plataforma correta é bem provável que perca o passeio e seu dinheiro, já que no horário do bilhete o trem-bala chega à estação e após exatos 2 minutos parado na plataforma ele segue viagem. Depois da experiência de andar de trem-bala (shinkansen) mudei a expressão de pontualidade britânica, para pontualidade japonesa, é realmente incrível! Os assentos são confortáveis e muito parecidos com os da classe econômica de um avião, mas com muito mais espaço para as pernas. Contam com serviço à bordo (comida, bebidas, café, etc.) e banheiros. É visível perceber que este tipo de transporte é muito usado por trabalhadores e empresários que moram em cidades próximas e trabalham em Tóquio ou vice-versa.

Em apenas 2 horas e 4 minutos de viagem, às 8:11AM (exatamente!), desembarcamos em Kyoto Station. Adquirimos um pacote de meio dia para visitarmos os principais pontos turísticos de Kyoto com guia local e depois teríamos a tarde toda para conhecermos a cidade por nós mesmos. Já haviamos sido alertados pelo nosso guia de Tóquio de que o transporte coletivo em Kyoto não era dos melhores para os turistas. Além de ter apenas 2 linhas de metrô, as ruas apesar de terem um traçado quadricular,  não tem um padrão de endereços muito lógico. Sendo assim, ao fim da nossa excursão a melhor forma de se locomover seria de taxi ou a pé, já que a cidade tem uma extensa área plana e é bem espalhada.

Castelo de Nijo - Portal Karamon

Mecanismo dos pisos rouxinol

O nosso primeiro destino foi o Castelo de Nijo, o qual foi construído em 1603 pelo xogum Tokugawa Ieyasu para servir como sua residência oficial em Kyoto. As cinzas deste xogum estão no Santuário que visitamos em Nikko, cujas fotos foram postadas aqui no blog. Para andarmos na parte interna do palácio é preciso trocar os sapatos por chinelos e não é permitido tirar foto ou filmar dentro dos prédios. Os pontos altos deste castelo são as pinturas dos artistas Kano, o portal Karamon e os pisos rouxinol, os quais foram projetados para que, quando alguém os pisasse reproduzissem o som de um pássaro, avisando o xogum sobre possíveis intrusos e espiões (ninjas).

Na saída do Castelo de Nijo o céu começou a abrir e nos brindou com um lindo sol, para deixar o Pavilhão Dourado (Kinkaku-ju) ainda mais exuberante. Esta estrutura magnífica de três andares é toda folheada a ouro e possui uma fênix no topo de seu telhado. Este templo foi construído pelo terceiro xogum Ashikaga, Yoshimitsu, que aos 37 anos abriu mão de seus deveres oficiais para dedicar-se ao sacerdócio e o templo passou a ser seu abrigo. Ao lado do Pavilhão Dourado podemos visitar um bonsai com mais de 600 anos!

Pavilhão Dourado

De lá partimos para o último local da excursão: o Palácio Imperial. Como já havia mencionado em meu último post, Kyoto foi capital do Japão e este Palácio serviu de residência imperial até a Era Edo, em 1869, quando a capital foi mudada para Tóquio. No entanto, os Imperadores Taisho e Showa ainda tiveram as suas cerimônias de coroação neste Palácio. Os jardins e o Palácio estão em uma vasta área de 910km quadrados e que serve de lugar de descanso para os visitantes e moradores de Kyoto. Lá fizemos um tour guiado pelo complexo e gostei bastante de um prédio pintado nas cores branca e  laranja. A guia me chamou atenção ao detalhe da flor no acabamento do telhado, o crisântemo com 16 pétalas. Por possuir uma semelhança com o sol nascente, ela me explicou que essa flor de origem chinesa acabou se tornando o símbolo do país e também do Imperador.

Palácio Imperial - Crisântemo, símbolo do Império

Continua no próximo post….

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Categorias: Japão, Viagem | 1 Comentário

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